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A arbitragem está ou é um caos no BR-20?

Mauro Beting
·2 minutos de leitura
VAR e racha - FOTO: James Williamson - AMA/Getty Images
VAR e racha - FOTO: James Williamson - AMA/Getty Images

Se sou torcedor do Grêmio, fico mesmo como estão os tricolores gaúchos depois do empate sem gols e sem arbitragem no Morumbi. Um cartão vermelho poderia ter sido mostrado na falta fora da área que Raphael Traci não interpretou assim e o VAR não o chamou para a área de revisão no monitor. Um pênalti deveria ter sido marcado de Reinaldo em Geromel que o VAR não chamou - e o protocolo realmente recomenda, ainda que de modo subjetivo, que não haja mesmo esse pedido atendido.

O Grêmio foi bem melhor do que um São Paulo que consegue mais pontos do que seu futebol parece permitir no BR-20. O time de Renato parece enfim ter acertado o pé, em viés de alta inegável tanto no Brasileirão quanto na Libertadores. Um time mais confiável e confiante do instável São Paulo, que não tem tantas opções em campo e banco.

Tudo colocado, seria o caso da direção gaúcha pedir a anulação do jogo pelos motivos alegados pela direção no clássico contra os paulistas? Por pior que tenha sido o apito, é para tudo isso?

A questão é para a direção do Grêmio resolver o que fazer - e se fazer.

Mas muito mais importante, outra vez, é tentar minimizar o erro. E a administração dele.

Ninguém ajuda a arbitragem. Nem os próprios árbitros, muito pressionados, e nem sempre devidamente preparados e amparados desde a escola de apito. Mas as suas senhorias são ainda mais atrapalhadas pela má vontade geral, ampla e irrestrita do meio cada vez menos inteiro do futebol.

Na bola rolando, jogadores cavando faltas e se atirando por qualquer coisa. Reclamando de arremesso lateral. Não aceitando as decisões interpretativas ou factuais. Não tolerando o VAR (“usado” ou não). Fazendo bolinho em volta. Desrespeitando como sempre. Tudo não dá certo.

Fora de campo, tão ruim quanto: treinador dando chilique o jogo todo, reclamando até perder a razão para a imprensa, dizendo na coletiva que “não costuma falar de arbitragem, mas”... E fica horas detonando o trabalho de quem está la dentro fazendo uma função muito complicada.

Dirigente, então, nem se fale. E eles falam o que não sabem e o que não devem.

E sobra tudo para o VAR - até quando ele realmente erra ou é mal utilizado, a crítica é extrapolada.

Não está fácil. E todos nós tornamos ainda pior - pela suspeição que a imprensa quase sempre coloca sobre o árbitro, qualquer um, em qualquer tempo