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Indiscutível é que tudo precisa ser discutido no futebol

Mauro Beting
·2 minuto de leitura
O VAR FOTO - Stuart Franklin/Getty Images

Arnaldo César Coelho, meu prezado, a regra não é clara. Nunca foi. E cada vez é menos.

Portanto, qualquer análise sobre a bola no braço/braço na bola de Rony, aos 48 do segundo tempo da boa vitória dos reservas palmeirenses contra o Sport, no Recife, merece respeito. Tudo aquilo que tem faltado em qualquer discussão. Até quando ela não existe. Ou não tem quando um dos debatedores é previamente censurado (ainda que com todos os motivos da América e do mundo).

Na bola chutada por Kuscevic que bate no braço de Rony, eu NÃO teria marcado o pênalti que o árbitro levou mais de 2 segundos para interpretar, e mais 4 minutos para cancelar a decisão (depois de ir corretamente à cabine da VAR para ver por outros ângulos o lance muito discutível).

Eu NÃO teria marcado o pênalti por entender que o atacante do Palmeiras não tenta dominar a bola, e, sim, na minha interpretação (que não é melhor do que a sua, mas também não é a pior...) tenta tirar o corpo da bolada que receberia do companheiro. O movimento “antinatural” do braço direito dele, pela distância do chute do seu companheiro, não me parece configurado. O braço também está abaixo da linha do ombro no momento da bolada (o que também não é infração).

Eu não marcaria.

Mas há como você interpretar que Rony quis matar a bola, que ele fez um movimento antinatural para ampliar a área corporal, que ele abriu os braços de modo a ampliar esse espaço de modo irregular, que a distância entre ele e Kuscevic não era tão próxima para que não houvesse tempo hábil para ele saber o que fazer, que havia como Rony ter tirado o corpo sem tentar matar a bola, que a bola de fato não bateu na “manga” do braço (o que não seria infração).

Você pode marcar o pênalti por tudo isso.

Só não pode dizer que esse lance É pênalti SEM DISCUSSÃO ou QUE NÃO É pênalti SEM DISCUSSÃO.

A única coisa que não tem discussão é que tem discussão.

E não é pouca.