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Arábia Saudita adota regras de vacinação mais rigorosas do mundo

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Um segurança na entrada de todos os shoppings da capital da Arábia Saudita está a postos para uma rotina à qual consumidores estão se acostumando: comprovar o status de vacinação de cada pessoa em um aplicativo do governo que rastreia a localização por meio dos celulares.

Uma distopia para os contrários à vacinação obrigatória em países como Estados Unidos e França já é realidade na Arábia Saudita, que impôs as regras de imunização mais rigorosas do mundo em 1º de agosto.

Enquanto a variante delta do coronavírus leva alguns países a retomarem as restrições da pandemia, autoridades do maior exportador de petróleo do mundo se apoiam em uma estratégia que torna a vacinação quase obrigatória para manter a economia aberta. Com isso, o país de 35 milhões de habitantes se torna um caso de teste sobre o que acontece quando pessoas que relutam em ser vacinadas são encurraladas.

Por enquanto, a política está funcionando; a taxa de vacinação disparou desde que as regras foram anunciadas, novos casos estão diminuindo e os dados de mobilidade do Google mostram que as visitas ao local de trabalho caíram apenas 6% em comparação com o nível pré-pandemia, contra 50% na Grande Londres. Mas a experiência da Arábia Saudita também mostra os limites de políticas que excluem os não vacinados de escritórios, escolas e muitos locais públicos; mesmo em uma monarquia absoluta que criminaliza a dissidência, a implementação não tem sido fácil.

“O governo está forçando os cidadãos, isso é escravidão completa”, disse Rawan, de 23 anos, licenciada em direito desempregada que tomou uma dose, mas não quer se vacinar com a segunda porque está preocupada com os efeitos colaterais de longo prazo. Como outros sauditas que se opõem às regras, ela pediu que a Bloomberg omitisse seu sobrenome por causa do risco de criticar o governo.

O Ministério da Saúde e o Centro de Comunicação Internacional do governo não responderam a pedidos de comentários. Autoridades têm enfatizado repetidamente a segurança e eficácia das vacinas e dizem que as exigências ajudam a proteger a população.

Poucos países impuseram regras tão duras quanto as da Arábia Saudita, onde a recusa em se vacinar pode impedir a entrada em supermercados, que crianças de 12 anos frequentem a escola, viagens ao exterior e risco de demissão em todos os setores.

A imunização aumentou significativamente à medida que o prazo final de 1º de agosto para a obtenção do passe de vacinação se aproximava. O reino ofereceu vacinas da AstraZeneca para todos os adultos, bem como da Moderna e da Pfizer-BioNTech para todos com 12 anos ou mais. O número de pessoas totalmente imunizadas aumentou para 42% da população em relação a apenas 13% há seis semanas. Cerca de 63%, incluindo 99% dos alunos de escolas públicas de 12 a 18 anos, receberam pelo menos uma dose.

A Arábia Saudita ainda está atrás de alguns países com população semelhante - como o Canadá, onde 65% dos residentes completaram a imunização -, mas avança rapidamente com o foco na segunda dose.

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©2021 Bloomberg L.P.

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