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Aquecimento global é uma ameaça contínua para a camada de ozônio acima do Ártico

·3 minuto de leitura

Embora os níveis de clorofluorocarbonetos (CFCs), principal agente destruidor da camada de ozônio, tenham reduzido consideravelmente ao longo das últimas décadas, desde o estabelecimento do Protocolo de Montreal em 1987 e a proibição mundial em 2010, este composto químico ainda é uma ameaça para esta camada protetora acima do Ártico. Em um novo estudo, pesquisadores observaram um inverno com temperaturas mais baixas na Região Ártica em virtude das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global, e esta condição facilita a destruição do ozônio pelos CFCs ainda presentes na atmosfera.

Desenvolvido por uma equipe internacional de cientistas, o estudo revela que as temperaturas de inverno extremamente baixas na atmosfera acima do Ártico são cada mais frequentes. As baixas temperaturas proporcionam a reação entre os produtos químicos lançados pela humanidade há décadas e, assim, perde-se o ozônio — responsável por formar a camada que protege a Terra da radiação ultravioleta do Sol.

As nuvens estratosféricas que se formam acima do Ártico, por conta das baixas temperaturas, fornecem as condições ideais para as reações químicas que reduzem o ozônio (Imagem: Reprodução/Ross Salawitch/UMD)
As nuvens estratosféricas que se formam acima do Ártico, por conta das baixas temperaturas, fornecem as condições ideais para as reações químicas que reduzem o ozônio (Imagem: Reprodução/Ross Salawitch/UMD)

Até então, pensava-se que, ao proibir a comercialização de produtos à base de CFCs, a perda do ozônio seria reduzida em apenas algumas décadas, mas as novas descobertas questionam esta suposição. Segundo Ross Salawitch, co-autor do estudo e professor da Universidade de Maryland (UMD, sigla em inglês), estamos vivendo uma espécie de corrida entre o declínio lento e constante dos CFCs, que leva entre 50 a 100 anos para desaparecer, e as mudanças climáticas que estão provocando temperaturas extremamente baixas nos vórtices polares em um ritmo acelerado.

Salawitch, que faz parte do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da UMD, diz: “As temperaturas cada vez mais baixas criam condições que promovem a destruição do ozônio pelos CFCs. Portanto, embora esses compostos estejam desaparecendo lentamente, a redução do ozônio do Ártico está aumentando à medida que o clima muda”. Os novos dados do estudo também mostram que as menores temperaturas do vórtice polar do Ártico e as maiores perdas de ozônio registradas no ano passado superaram o recorde registrado há nove anos.

A cada inverno, parte da camada de ozônio no Ártico é perdida, mas recuperada no verão. No entanto, temperaturas cada vez mais baixas favorecem uma redução ainda maior do ozônio ártico (Imagem: Reprodução/ESA)
A cada inverno, parte da camada de ozônio no Ártico é perdida, mas recuperada no verão. No entanto, temperaturas cada vez mais baixas favorecem uma redução ainda maior do ozônio ártico (Imagem: Reprodução/ESA)

Em condições normais, o cloro presente no CFC não é reativo, mas as baixas temperaturas proporcionam a formação de nuvens; nelas, o cloro reage com a luz solar e então destrói o ozônio. Os pesquisadores fizeram uma projeção sobre esta perda até o ano de 2100 utilizando os resultados dos 53 principais modelos climáticos usados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. "Todos os modelos climáticos que examinamos, exceto um, mostram que invernos excepcionalmente frios no vórtice polar ficarão mais frios com o tempo", disse Salawitch.

Apesar disso, os pesquisadores acreditam que uma verdadeira redução nas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas possa reverter esta situação na temperatura do Ártico.

O artigo com mais detalhes da pesquisa pode ser acessado na Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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