Mercado fechará em 3 h 17 min
  • BOVESPA

    108.005,07
    +1.533,15 (+1,44%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.204,85
    +481,42 (+1,03%)
     
  • PETROLEO CRU

    90,40
    +1,39 (+1,56%)
     
  • OURO

    1.804,30
    +13,10 (+0,73%)
     
  • BTC-USD

    23.877,52
    +758,84 (+3,28%)
     
  • CMC Crypto 200

    556,18
    +13,31 (+2,45%)
     
  • S&P500

    4.142,11
    -3,08 (-0,07%)
     
  • DOW JONES

    32.830,09
    +26,62 (+0,08%)
     
  • FTSE

    7.482,37
    +42,63 (+0,57%)
     
  • HANG SENG

    20.045,77
    -156,17 (-0,77%)
     
  • NIKKEI

    28.249,24
    +73,37 (+0,26%)
     
  • NASDAQ

    13.178,75
    -50,00 (-0,38%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2233
    -0,0433 (-0,82%)
     

Aprosoja rompe com Abag após aliança com ONGs sobre desmatamento na Amazônia

·2 min de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), já descontente com a atuação da nova gestão da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), rompeu com a entidade na última semana, tendo como estopim uma recente aliança da Abag junto a ONGs contra o desmatamento na Amazônia.

"Nossa voz não era mais ouvida... realizamos uma assembleia junto às 16 Aprosojas (estaduais) e a decisão foi unânime em ser contrário à postura que vem sendo adotada pela Abag, de fazer politicagem", disse à Reuters o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira.

No último dia 15, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formada por 230 entidades, incluindo representantes do agronegócio --dentre eles, a Abag--, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro um pacote de seis ações a serem adotadas para buscar a redução rápida e permanente do desmatamento no Brasil, especialmente na área da Amazônia Legal.

Pereira defende o direito de produtores utilizarem suas terras conforme prevê a legislação brasileira, que permite a abertura de determinado percentual das áreas verdes dentro da propriedade rural.

Para ele, estas "ONGs não têm interesse nenhum em preservar o meio ambiente" e o fato da Abag se aliar a elas indica que a associação é conivente em "denegrir a imagem do produtor rural".

Segundo Braz, todas as medidas propostas pela coalizão já estão sendo trabalhadas pelo setor produtivo junto ao governo federal. "Tenho ido direto ao (vice-presidente) general (Hamilton) Mourão", afirmou.

Pereira ainda disse que, desde a entrada da nova gestão, a associação do agronegócio passou a defender mais intensamente os interesses de bancos, em detrimento dos pleitos do setor, como a redução nas taxas de juros para crédito rural e combate às exigências "excessivas" no processo de tomada de recursos.

Em janeiro de 2019, o engenheiro de alimentos Marcello Brito assumiu a presidência da Abag no lugar do agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio), que permaneceu à frente da entidade por sete anos.

Procurada, a Abag afirmou por meio da assessoria de imprensa que não comenta saída ou entrada de associados.

"Isso faz parte de um processo normal dentro de entidades associativas", disse.

Além disso, o rompimento com a Aprosoja --que representa os produtores da principal commodity de exportação do país-- não é motivo de preocupação, acrescentou a Abag.

(Por Nayara Figueiredo)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos