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Aprosoja rompe com Abag após aliança com ONGs sobre desmatamento na Amazônia

·2 min de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), já descontente com a atuação da nova gestão da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), rompeu com a entidade na última semana, tendo como estopim uma recente aliança da Abag junto a ONGs contra o desmatamento na Amazônia.

"Nossa voz não era mais ouvida... realizamos uma assembleia junto às 16 Aprosojas (estaduais) e a decisão foi unânime em ser contrário à postura que vem sendo adotada pela Abag, de fazer politicagem", disse à Reuters o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira.

No último dia 15, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formada por 230 entidades, incluindo representantes do agronegócio --dentre eles, a Abag--, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro um pacote de seis ações a serem adotadas para buscar a redução rápida e permanente do desmatamento no Brasil, especialmente na área da Amazônia Legal.

Pereira defende o direito de produtores utilizarem suas terras conforme prevê a legislação brasileira, que permite a abertura de determinado percentual das áreas verdes dentro da propriedade rural.

Para ele, estas "ONGs não têm interesse nenhum em preservar o meio ambiente" e o fato da Abag se aliar a elas indica que a associação é conivente em "denegrir a imagem do produtor rural".

Segundo Braz, todas as medidas propostas pela coalizão já estão sendo trabalhadas pelo setor produtivo junto ao governo federal. "Tenho ido direto ao (vice-presidente) general (Hamilton) Mourão", afirmou.

Pereira ainda disse que, desde a entrada da nova gestão, a associação do agronegócio passou a defender mais intensamente os interesses de bancos, em detrimento dos pleitos do setor, como a redução nas taxas de juros para crédito rural e combate às exigências "excessivas" no processo de tomada de recursos.

Em janeiro de 2019, o engenheiro de alimentos Marcello Brito assumiu a presidência da Abag no lugar do agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio), que permaneceu à frente da entidade por sete anos.

Procurada, a Abag afirmou por meio da assessoria de imprensa que não comenta saída ou entrada de associados.

"Isso faz parte de um processo normal dentro de entidades associativas", disse.

Além disso, o rompimento com a Aprosoja --que representa os produtores da principal commodity de exportação do país-- não é motivo de preocupação, acrescentou a Abag.

(Por Nayara Figueiredo)

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