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Apps usados por entregadores têm quase 200x mais fraudes que os de consumidores

Um estudo realizado nos Estados Unidos, Europa e países da Ásia demonstrou que os aplicativos usados por entregadores de delivery têm um índice quase 200 vezes maior que os de usuários na incidência de fraudes ou quebras de políticas de uso. O total se refere a violações que podem levar a banimentos, algo que, por si só, já explica um pouco do porque essa métrica aparece tão alta.

A pesquisa produzida pela Incognia, empresa de identidade digital e prevenção à fraude, mostra a criação de múltiplas contas como a principal violação praticada pelos entregadores. De um universo de cinco milhões de dispositivos usados por entregadores, 118 mil foram localizados acessando cinco ou mais perfis, o que indica que um mesmo indivíduo criou diferentes usuários para acessar o sistema de delivery.

Esta também é a fraude que apresenta maior índice entre os consumidores, com aproximadamente 39,3 mil dispositivos sendo usados para acessar cinco ou mais contas. Enquanto no lado dos entregadores, a busca por maiores bônus de pagamentos, a evasão de banimentos e suspensões são os principais motivos, além de fraudes envolvendo a não entrega de pacotes, para os clientes, o foco está em aproveitar promoções de primeira compra mais de uma vez, além de pedidos fraudulentos de estorno que alegam falsamente que um pedido não foi recebido.

Em segundo lugar está o uso, por entregadores, de contas de terceiro, com 72 mil casos de perfis acessados por cinco ou mais aparelhos. Novamente, falamos de um tipo de fraude que também aparece em cerca de 10,2 mil dispositivos usados por clientes de delivery; no primeiro caso, o foco está no compartilhamento de contas também para evadir banimentos, concentrar taxas, receber bônus maiores ou praticar falsificação de cartão de crédito, enquanto na outra ponta, está o uso de plásticos roubados e pedidos fraudulentos de estorno.

<em>Quebras nos termos de uso de apps de delivery são registradas para evadir banimentos, maximizar ganhos ou praticar fraudes contra entregadores e clientes (Imagem: Freepik)</em>
Quebras nos termos de uso de apps de delivery são registradas para evadir banimentos, maximizar ganhos ou praticar fraudes contra entregadores e clientes (Imagem: Freepik)

O estudo da Incognia também encontrou 12 mil casos de entregadores manipulando a localização dos aparelhos, também como forma de praticar fraudes no delivery ou indicar que corridas ou esperas foram mais longas do que deveriam, como forma de receber mais pelo trabalho. É somente neste ponto que o Brasil aparece no relatório da Incognia, com uma média de 68 casos desse tipo por dispositivo considerado irregular, contribuindo para um total de 1,8 milhão de registros de manipulação de localização em todo o mundo.

“As técnicas estão sendo usadas por entregadores para burlar algoritmos de logística e obter acesso às áreas de entrega preferenciais, com mais movimentos, resultando em experiências negativas para outros trabalhadores e também consumidores, que podem precisar esperar mais por seu pedido do que o habitual”, explica André Ferraz, CEO da Incognia.

O levantamento também encontrou 70 mil casos de dispositivos que passaram por processo de jailbreak e outros 34 mil rodando emuladores de sistemas operacionais mobile. São soluções não certificadas que, também, podem ser acessório de invasão de contas ou realização de fraudes por golpistas ou levar a crimes desse tipo contra os entregadores, que podem ver os ganhos sendo furtados, e usuários, com a realização de transações fraudulentas em cartões cadastrados.

Ferraz complementa que, enquanto nem toda quebra das políticas de uso se converte em fraude, muitos dos comportamentos citados estão, sim, associados a elas. Sendo assim, o alerta vermelho segue acesso para as fornecedoras de apps de delivery, que precisam criar medidas mais proativas para gestão de identidade e impedimento de abusos. “Sem intervenção, o abuso das políticas por parte de pessoas mal-intencionadas e a escalada de [crimes] continuarão a impactar negativamente a integridade das plataformas e a experiência e lealdade dos consumidores e entregadores”, finaliza.

Fonte: Canaltech

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