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Apps no Android poderão vender assinaturas antes da instalação no celular

Rubens Eishima

O Google anunciou uma série de novidades para o sistema de pagamentos e cobranças do Android, incluindo o uso de dinheiro em espécie em lojas de conveniência, e listou discretamente uma alteração que permitirá aos criadores de aplicativos oferecerem assinaturas de seus serviços fora do app.

Itens e serviços poderão ser vendidos antes mesmo da instalação, seja na página da Play Store, no site oficial do programa ou até mesmo distribuídos em eventos físicos ou virtuais.

Os desenvolvedores terão a opção de gerar códigos promocionais e períodos de teste para serem resgatados na Play Store, com a possibilidade de estipular um prazo de validade.

O código gerado poderá ser usado no processo de compra, durante a escolha da forma de pagamento. Como alternativa, o responsável pelo aplicativo pode fornecer um link que direciona o usuário para a tela de resgate da promoção na Play Store, que oferecerá a instalação do app caso ele não esteja baixado no celular.

Dinheiro vivo

A opção de pagamento com dinheiro em espécie foi anunciado para compras e assinaturas em aplicativos, mas apenas na Indonésia e na Malásia. De acordo com o Google, usuários do Android nos dois países poderão efetuar o pagamento em mais de 50 mil lojas de conveniência. A empresa não anunciou quando a opção estará disponível em mais regiões.

Itens e assinaturas de apps poderão ser pagos em lojas de conveniência na Indonésia e Malásia (imagem: Google)

A adoção do novo sistema de pagamentos do Android será gradual, mas já está disponível para a integração nos aplicativos. O uso da biblioteca — não necessariamente do recurso de assinatura — será obrigatório para novos apps a partir de agosto de 2021 e para atualizações de aplicativos já existentes a partir de novembro de 2021.

Para os usuários dos aplicativos, a mudança deve ser transparente, já para os desenvolvedores de app, o Google incluiu as informações necessárias na documentação da biblioteca de cobranças do Google Play.

Fonte: Canaltech