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Apps de memorização usados por militares americanos vazam localização do arsenal nuclear dos EUA

·3 minuto de leitura
Apps de memorização usados por militares americanos vazam localização do arsenal nuclear dos EUA
Apps de memorização usados por militares americanos vazam localização do arsenal nuclear dos EUA

Soldados americanos responsáveis pela custódia de armas nucleares na Europa precisam saber de cor detalhes de protocolos de segurança que são, invariavelmente, robustos e complexos. Diante dessa situação, alguns desses militares têm feito uso de apps de memorização. E estes acabaram vazando informações confidenciais, inclusive sobre a localização do arsenal nuclear dos EUA no continente europeu.

O relatório publicado pelo Bellingcat traz que os flashcards estudados pelos soldados dos EUA nos apps vazaram detalhes como posição das câmeras de segurança e a frequência das patrulhas ao redor dos cofres do arsenal nuclear. Além disso, dentre outras informações vazadas, há palavras e termos secretos de coação que indicam quando um guarda está sendo ameaçado e os identificadores exclusivos que um crachá de área restrita precisa ter.

Os apps de memorização, também conhecidos como apps de flashcards, são basicamente como uma versão digital dos tradicionais cartões usados para testar a memória. Aplicativos como o Chegg, o Quizlet e o Cram, encontrados tanto para Android como para iOS, funcionam sob a mesma ideia dos cartões, com uma pergunta em um dos lados e a resposta à pergunta no lado oposto. Alguns flashcards descobertos durante o curso da investigação estavam publicamente visíveis online já em 2013.

Como esses cartões foram descobertos

O jargão militar está cheio de termos e abreviaturas, e isso também vale para a guarda de armas nucleares. No entanto, artigos online, documentos de licitação do governo e até entradas da Wikipédia detalham alguns dos termos-chave. Por exemplo, em bases com armas nucleares, abrigos de aeronaves de proteção (PAS) são equipados com Sistemas de Armazenamento e Segurança de Armas (WS3) compostos de controles eletrônicos, sensores e um cofre embutido no chão.

O Bellingcat (site de jornalismo investigativo britânico especializado em checagem de fatos e inteligência de código aberto) simplesmente fez uma busca no Google usando termos publicamente conhecidos por serem associados a armas nucleares. Buscas com termos como “PAS”, “WS3” e “vault” (cofre), juntamente com os nomes das bases aéreas na Europa, rapidamente resultaram em plataformas flashcards gratuitas, como as citadas acima.

Segundo o site, verificar as informações encontradas nos flashcards foi relativamente simples, o que por si só significa outra preocupação de segurança. Alguns conjuntos de cards feitos no Cram e no Quizlet eram rastreáveis, pois os nomes de usuário incluíam os nomes completos dos indivíduos que os criaram. Outros usaram a mesma foto de perfil mostrada em suas contas do LinkedIn. Todos os conjuntos destacados dos vazamentos, aparentemente, já foram retirados do ar.

Questões sobre armamento nuclear dos EUA na Europa
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Especialistas disseram que os vazamentos dos apps representam violações graves dos protocolos de segurança e levantam novas questões sobre a implantação de armas nucleares dos EUA em países da OTAN. Hans M. Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos, afirma ser hora de acabar com o sigilo desatualizado.

Kristensen explica que existem tantas “impressões digitais” revelando onde estão as armas nucleares, que não serve a um propósito militar ou de segurança tentar mantê-las em segredo. “A segurança é alcançada por meio de segurança efetiva, não de sigilo. É verdade que pode haver detalhes operacionais e de segurança específicos que precisam ser mantidos em segredo, mas a presença de armas nucleares não. O verdadeiro propósito do sigilo é evitar um debate público contencioso em países onde as armas nucleares não são populares”.

Via SlashGear

Imagem: Im Yeongsik/iStock

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