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Apps de iPhone e iPad serão oferecidos no Mac por padrão

Rubens Eishima

Uma das vantagens de oferecer computadores e dispositivos móveis utilizando a mesma família de processadores é a compatibilidade de apps. A Apple já indicou que vai aproveitar a oportunidade e oferecer apps do iOS e iPadOS no macOS. Mais do que isso, a interoperabilidade de aplicativos será o padrão, mas os desenvolvedores terão a opção de não oferecer um app feito para tablets e celulares na loja do Mac.

Os aplicativos móveis serão oferecidos na loja para computadores caso não apresentem nenhum problema de compatibilidade – por exemplo, a exigência de gestos por toque na tela ou outro recurso exclusivo. Além disso, compras feitas no app de uma plataforma serão migradas para as demais.

Caso o desenvolvedor não queira que seu aplicativo ou jogo seja oferecido no macOS, terá que ativar a opção “Don’t Make Available” (não disponibilizar, em tradução direta) no painel de controle App Store Connect.

Enquanto a decisão pode ser vista como vantajosa para os proprietários de vários dispositivos da marca, alguns desenvolvedores não tinham gostado do anúncio original, com comentários de que não pensaram seus apps para telas maiores. A opção oferecida pela Apple, porém, deve acalmar os ânimos.

Migração anunciada

A estratégia de oferecer apps do iPhone para o macOS sem adaptações foi possibilitada pela grande mudança anunciada pela Apple durante a WWDC 2020. A fabricante dos Macs deixará de usar processadores Intel para adotar suas próprias CPUs ao longo dos próximos dois anos.

Como os novos chips usarão a mesma arquitetura ARM dos processadores "A", caso do A13 Bionic no iPhone 11 e iPhone SE 2020, os aplicativos criados para iOS e iPadOS poderão ser executados sem alterações nos futuros Macs com CPUs da Apple.

Antes, os desenvolvedores já tinham a opção de oferecer apps do sistema móvel em desktops, usando o chamado projeto Catalyst. Mas o método exigia um (pequeno) trabalho de adaptação por parte dos criadores de aplicativos, resultando em arquivos diferentes gerados para cada uma das plataformas.

Fonte: Canaltech