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Clubhouse e apps de áudio: a onda que varre o mundo

·3 minuto de leitura
Um celular sobre um chão de madeira. Na tela, o aplicativo Clubhouse.
Clubhouse. (Foto: AP Photo/Mark Schiefelbein)
  • Um mês após o pico da febre Clubhouse, rivais se movimentam para lançar funções semelhantes.

  • Facebook vai expandir funções do Messenger para incluir salas de bate-papo.

  • Twitter lançou Twitter Spaces para concorrer nesse mesmo espaço.

Pouco mais de um mês se passou desde o início da febre dos aplicativos de salas de áudio para smartphones, liderado pelo estreante Clubhouse – que tomou de assalto a cena do desenvolvimento mobile, atraindo a atenção de bilionários como Mark Zuckerberg e Elon Musk.

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No Brasil não foi diferente

Aqui, a febre – como costuma acontecer com apps carregados de novidade – bateu com força. Na busca por convites do app, chegou-se a vendê-los por até R$ 250 em sites especializados e no Mercado Livre.

Ainda disponível apenas para o sistema operacional iOS, da Apple, o Clubhouse chegou a ser avaliado em US$ 100 milhões.

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O império contra-ataca

Mas agora, com o pico do “hype” esfriando, o que muda para o Clubhouse? Uma coisa é certa: o app, no ano passado por dois empreendedores, Paul Davison e Rohan Seth, abriu as porteiras para uma nova categoria de produto que já está sendo abraçada com velocidade pelos gigantes das redes sociais.

Mark Zuckerberg, um homem branco de terno e gravata.
Facebook testa seu próprio "Clubhouse" no Messenger. (Foto: AP)

Principalmente, é claro, o Facebook e o Twitter – que aparentemente entrou na onda de clonar funções de apps rivais (uma ironia, já que o Twitter foi alvo dessa prática no passado, quando o Facebook copiou sua linha do tempo de notícias e atualizações em tempo real).

As duas empresas estão desenvolvendo suas próprias funcionalidades exatamente como as do Clubhouse.

No caso do Facebook, segundo o New York Times, a empresa está expandindo as salas de conversa do Messenger, app de mensagens instantâneas da plataforma, para incluir a possibilidade de criar salas de áudio.

Ao jornal, a empresa chamou o projeto de “iniciativa de exploração” no campo do áudio.

Em essência, pelo revelado nas imagens, trata-se de um clone do Clubhouse dentro do Messenger.

O Twitter foi mais rápido, e já testava desde o ano passado o Spaces, que agora está disponível até para Android (plataforma em que o Clubhouse ainda não chegou).

Até o Telegram entrou na onda.

Jack Dorsey: um homem branco de barba longa e cinza e cabelo raspado.
Jack Dorsey: Twitter Spaces já está no ar. (Foto: House Energy and Commerce Committee via AP)

Clones de nicho

Na paralela, startups menores também correm para abocanhar uma fatia desse mercado.

Um exemplo é o Quilt, que se baseia no mesmo sistema de conversas por áudio em tempo real entre usuários. Mas a diferença é o tema das discussões: focado em desenvolvimento pessoal, propósito, carreira e bem-estar. O app já conseguiu financiamento inicial de US$ 3,5 milhões.

É sobre avançando da tecnologia

Mas, no fim, por que isso está acontecendo agora?

Com o desenvolvimento da tecnologia e dos smartphones, os aparelhos estão cada vez mais robustos, e aplicações de redes sociais capazes de acumular mais funções que demandam mais de seus processadores e – principalmente – de suas conexões a internet. Anos atrás, texto era a única garantia de uma experiência consistente de comunicação ao vivo. Agora, com o aumento da banda e da capacidade dos celulares, streams de áudio e vídeo começam a ganhar o palco principal da experiência mobile.

Qual será a próxima fronteira?

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