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Apple vs. apps , Guedes querendo mexer no Pix e outros destaques da tecnologia

Rui Maciel
·9 minuto de leitura

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão

Ok, o ditado deste subtítulo não se encaixa tão bem para o assunto a seguir, mas eu achei legal, então me deixem. Mas o fato é que em uma disputa que promete ir longe, a Apple realizou mais um movimento que deixou os executivos de três de seus maiores clientes fulos da vida: Spotify, Epic Games e Match Group (que controla o Tinder). Isso porque a Maçã anunciou na última quarta-feira (18) um programa para pequenas empresas na App Store, que cobrará uma comissão de 15%, ao invés dos usuais 30%. Isso valerá para criadores de apps com faturamento na plataforma inferior a US$ 1 milhão durante o ano anterior.

E por que essa ação deixou as empresas acima bravas? Primeiro, porque eles já brigam com a Apple há tempos por causa da comissão cobrada pela mesma para aplicativos hospedados em sua loja, que eles consideram abusiva e que prejudica seu modelo de negócios.

Daniel Ek, CEO do Spotify: serviço de músicas abriu processo contra Apple na UE por práticas anticompetitivas (Foto: Steve Sorensen Networth/Flickr)
Daniel Ek, CEO do Spotify: serviço de músicas abriu processo contra Apple na UE por práticas anticompetitivas (Foto: Steve Sorensen Networth/Flickr)

Segundo porque um levantamento da Sensor Tower apontou que, embora o novo corte de comissão afete 98% dos aplicativos na App Store, todos eles representaram apenas 5% da receita gerada na loja de apps da Maçã no ano passado. Em resumo, a conta maior - ou seja, as empresas que pagam a comissão cheia para a Apple - continua para gigantes do setor, como as próprias Spotify, Epic Games e Match Group. Em outras palavras, pouca coisa mudou, já que 95% de todas as transações ainda estão passando os generosos 30% para o bolso da Apple.

Ah sim, e parece que companhias que não necessariamente contam os centavos no bolso, como Amazon, Microsoft e Uber também contam (ou contaram) com privilégios especiais da Apple quando falamos da cobrança da comissão de 30%.

Sim, eu também ficaria bem pistola com isso...

Vai mesmo assim

A Airbnb divulgou nessa semana um prospecto de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A empresa vai em frente com o processo, mesmo sendo fortemente impactada com a pandemia da COVID-19, que atingiu em cheio o setor de turismo. A listagem será feita na Nasdaq, em Nova York e está programada para acontecer em dezembro deste ano.

No documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), o Airbnb registrou receitas de US$ 2,52 bilhões nos primeiros nove meses de 2020. Trata-se de uma queda de 31,8% em comparação ao mesmo período ano anterior, quando a companhia faturou US$ 3,7 bilhões. Além disso, o prejuízo líquido também disparou nesse período. Em 2019, ele foi de US$ 323 milhões e, nesse ano, US$ 697 milhões, um aumento de 115%. Mas no último trimestre, a empresa também apresentou resultados melhores, com US$ 219 milhões de lucro e receita de US$ 1,34 bilhão (queda de 18% em comparação ao mesmo período de 2019).

Airbnb: empresa quer fazer o seu IPO, com "preju" e tudo
Airbnb: empresa quer fazer o seu IPO, com "preju" e tudo

A abertura da empresa na Nasdaq ocorrerá em meio a segunda onda da COVID-19, que vem atingindo duramente o hemisfério norte, com destaque para os EUA e diversos países da Europa, muitos deles pontos turísticos procurados. Mas a parte boa é que a Airbnb não está escondendo o risco. A empresa faz referência à Covid ou ao coronavírus 219 vezes em seu prospecto enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) e afirma que, devido ao pico mais recente, espera uma queda mais acentuada no volume de reservas no ano a ano no quarto trimestre do que no terceiro.

Você compraria ações da empresa nesse primeiro momento?

Mandou bem, Google! 

O Google.org - braço filantrópico do Google - anunciou nesta sexta-feira (20) que vai apoiar organizações sem fins lucrativos e de pesquisa que tenham seus trabalhos focados no avanço da justiça racial e no combate à violência contra a população negra no Brasil. Esta ação envolverá doações que totalizam US$ 500 mil, ou cerca de R$ 2,5 milhões na cotação de hoje.

Google apoiará projetos focados em temas como acesso à justiça e combate à violência racial (Imagem: Google)
Google apoiará projetos focados em temas como acesso à justiça e combate à violência racial (Imagem: Google)


O Google afirma que a maior parte desta verba - US$ 400 mil ou, aproximadamente, R$ 2,1 milhões - será destinado ao Fundo Baobá, fundo pioneiro - e único - destinado exclusivamente à promoção da igualdade racial no Brasil. A entidade selecionará outras dez organizações lideradas por pessoas negras a terem seus projetos financiados pelo Google.org. Cada uma das escolhidas receberá US$ 26 mil (ou cerca de R$ 140 mil) para execução de projetos locais, focados em temas como acesso à justiça, combate à violência e vivência com dignidade da população negra.

Além da seleção, o Fundo Baobá coordenará uma jornada de capacitação técnica e desenvolvimento institucional das organizações, com o objetivo de garantir que os projetos sejam executados de modo eficiente e obtenham o maior impacto possível localmente.

A volta aos holofotes

Sumida depois de deixar o cargo de CEO do Yahoo, Marissa Mayer, anunciou na última quarta-feira o seu retorno ao mercado. Mais precisamente à frente da Sunshine, uma startup de aplicativos de consumo. Este é o primeiro empreendimento da executiva desde que ela deixou o comando do Yahoo, após a empresa ser vendida em 2017 para a operadora Verizon por US$ 4,48 bilhões.

Em seu retorno, Marissa lançará o Sunshine Contacts, um aplicativo de catálogo de endereços que depende de Inteligência Artificial (IA) ​​para encontrar e mesclar contatos duplicados, preencher informações incompletas e manter continuamente esses dados atualizados. O app se integra com a agenda de contatos do iOS, bem como com o Gmail e será gratuito para todos os usuários do sistema operacional da Apple, a partir de um convite.

Marissa Mayer e Enrique Muñoz: ex-CEO do Yahoo volta aos holofotes (Foto: Divulgação / Sunshine)
Marissa Mayer e Enrique Muñoz: ex-CEO do Yahoo volta aos holofotes (Foto: Divulgação / Sunshine)


Para Mayer, trabalhar em aplicativos de consumidor é um retorno às raízes. Ela construiu sua reputação na indústria de tecnologia como líder de produto durante sua gestão no Google. Foi lá que, em 2003, ela conheceu Enrique Muñoz Muñoz, hoje, co-fundador da Sunshine junto com ela. O Sunshine Contacts é o primeiro de um pacote de aplicativos planejados para o consumidor. A ideia é que a empresa lance aplicativos focados no compartilhamento familiar, programação, organização de eventos e comunicação de pequenos grupos no futuro. E para ganhar dinheiro com eles, ela prevê um modelo de negócios freemium mais adiante, onde os usuários podem pagar por recursos adicionais em seu portfólio de apps.

Mayer se referiu ao tipo de aplicativo desenvolvido pela Sunshine como “compartilhamento em pequena escala”, dizendo que os consumidores evoluíram nos últimos anos. "Eles não querem mais mega aplicativos que cuidam de tudo por eles", mas estão abertos para ter mais aplicativos que sejam realmente bons para atender a propósitos específicos" acredita ela. “O mega aplicativo que faz tudo para todos é algo que se tornou menos atraente com o tempo”, disse. “Queremos ter apps que resolvam problemas específicos”.

Bom, os chineses e o WeChat podem discordar dela.

Pix, Pix e mais Pix

Nesta segunda-feira (16), o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, começou a entrar em funcionamento e diversas empresas estão apresentando suas soluções baseadas na solução. E o governo federal também está participando da novidade a partir do PagTesouro, que permitirá o pagamento de taxas, contribuições, entre outros serviços públicos.

O PagTesouro é uma plataforma digital desenvolvida pelo Tesouro Nacional que usará o Pix como uma das opções para pagamentos de tributos diversos. Neste primeiro momento, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Secretaria de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/MAPA) já estão preparados para oferecer a nova modalidade de pagamentos.

Pix: sistema do BC cresce em ritmo acelerado (Foto: Serpro)
Pix: sistema do BC cresce em ritmo acelerado (Foto: Serpro)

Outros órgãos estão em fase de desenvolvimento das suas aplicações tecnológicas para integração com o PagTesouro. A expectativa é que até o fim deste ano outros serviços sejam disponibilizados para recolhimento na plataforma. Isso inclui pagamento de importação de produtos, certificação, registro de patentes, emissão de passaporte, além das multas eleitorais, de trânsito, ambientais e inscrições de cursos e concursos.

Além disso, a solução também realiza os ajustes finais para o lançamento de edital para o credenciamento de empresas Prestadoras de Serviços de Pagamentos (PSP’s) que ofertarão a modalidade de pagamento cartão de crédito. A portaria com detalhes sobre o decreto que instituiu a plataforma foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

E a torta de vacilo da semana vai para...

Paulo Guedes. Em um país que quase não tem impostos (atenção: contém ironia), o ministro da Economia está firme e forte na intenção de criar uma espécie de "nova CPMF" para aumentar a receita do governo federal. E um dos alvos desse novo imposto seria o Pix, o sistema de pagamentos e transferências instantâneos do Banco Central e que começou a funcionar na última segunda-feira (16).

A ideia de Guedes - divulgada na última quinta-feira (19) - é cobrar uma taxa a cada envio de recursos que use a plataforma do BC. Segundo o ministro, essa cobrança seria feita a partir da criação de um imposto sobre transações. O ministro comparou as transações digitais a uma "rodovia com pedágios" e que "o tráfego nessa estrada" deve ser cobrado. As operações feitas no Pix devem ser tributadas com alíquotas baixas, que poderiam ser entre 0,10% e 0,15% - estudos iniciais do próprio ministério previam 0,20%.

Paulo Guedes: deixa o Pix em paz, ministro! (Foto: Alan Santos / Wikipedia)
Paulo Guedes: deixa o Pix em paz, ministro! (Foto: Alan Santos / Wikipedia)


Vale lembrar que essa "nova CPMF" (ou seja lá qual for o seu nome) tem como um dos principais alvos as companhias da chamada nova economia, incluindo não apenas plataformas como o Pix, mas também empresas como Netflix e Uber. A cobrança atingiria não apenas essas últimas, como também os consumidores que as utilizam.

Menos mal que essa proposta do ministro da Economia encontra resistência de outros setores públicos, como o Senado e o próprio presidente Jair Bolsonaro e também entre os bancos. A seguir, cenas do próximo capítulo.

O Brasil não tem um minuto de paz...

Fonte: Canaltech

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