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Apple volta a reduzir ritmo de produção do iPhone, afirma analista

Felipe Demartini
De acordo com dados obtidos pela Nikkei junto a fornecedores, Maçã teria cortado em 10% o volume de unidades fabricadas no período entre janeiro e março. Baixa demanda na China também levou empresa a reduzir expectativas de faturamento

A Apple voltou a reduzir o ritmo de produção do iPhone em suas unidades de fabricação na China, de acordo com informações divulgadas pela consultoria Nikkei. Segundo os especialistas, citando fontes ligadas a fornecedores, a Maçã teria ordenado um corte de 10% no volume de unidades fabricadas no primeiro trimestre deste ano, tudo por conta da baixa demanda de usuários, principalmente, em território chinês.

Informações específicas sobre os diferentes modelos não foram obtidas, mas a ideia é que todos eles, desde o iPhone XR, mais barato, até as versões premium, que são os iPhone XS e XS Max, sofreram reduções no ritmo de fabricação. A expectativa é que cerca de 43 milhões de aparelhos saiam das fábricas até o final de março, contra uma previsão anterior de 48 milhões de unidades.

A China é um dos principais mercados atuais da Maçã e, também, um dos grandes motivos citados por ela para a revisão da expectativa de faturamento para o primeiro trimestre de 2019. Em uma rara atualização desse tipo de dado, a Apple anunciou esperar ganhos totais de US$ 84 bilhões, ao contrário do valor originalmente divulgado, que giraria entre os US$ 89 bilhões e US$ 93 bilhões. Os novos números representam queda em relação ao que foi obtido no mesmo período do ano passado.

Ao falar sobre a mudança, logo no início de janeiro, Tim Cook disse que a redução já era esperada devido ao cronograma diferente de lançamento usado em 2018, com três modelos de características diferentes chegando ao mercado em duas datas distintas. O lançamento no final do ano, também, teria prejudicado as vendas no primeiro trimestre, um período já tradicionalmente lento no mercado mobile.

Acima de tudo isso, entretanto, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China e incertezas políticas ou econômicas em países emergentes estão entre as principais razões para a queda na expectativa. A briga entre Donald Trump e Xi Jinping teria reduzido até mesmo o movimento nas lojas da Apple, bem como as vendas em operadoras de telefonia e lojas parceiras, enquanto a incerteza toma conta do noticiário de economia e, também, de uma grande parcela da população.

Não seria, também, a primeira vez que o ritmo de fabricação de iPhones é reduzido. Apesar de a Maçã jamais ter confirmado tais informações oficialmente, essa mudança já teria ocorrido pelo menos duas vezes, em novembro do ano passado, devido a dificuldades em prever como uma família de três modelos se comportaria no mercado, e novamente em dezembro, devido a vendas supostamente baixas da versão XS Max.

Por enquanto, a Maçã não se pronunciou sobre as novas informações e nem mesmo costuma falar sobre questões relacionadas à sua cadeia de produção. Apesar das mudanças na perspectiva, entretanto, Cook enxerga o futuro com bons olhos, acreditando que as disputas entre EUA e China se resolverão em breve, assim ccomo as incertezas econômicas em outros países importantes para a empresa.

Fonte: Canaltech