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Apple suspende cobrança de taxa sobre eventos de combate à pandemia no Facebook

·3 minuto de leitura

A Apple voltou atrás e confirmou que não vai mais cobrar sua tradicional taxa de 30% sobre eventos pagos realizados por meio do Facebook rodando em dispositivos com iOS e macOS. A suspensão é temporária e exclusiva para a rede social, desde que os pagamentos sejam faturados por meio do Facebook Pay, da própria companhia, e de forma a ajudar empresas e negócios que tenham sido atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

O assunto era tema de um embate público entre as duas gigantes desde o início de setembro, quando o Facebook iniciou seu projeto que permitiria a realização de eventos pagos por meio da rede social. Na ocasião, a plataforma pediu que a Apple não cobrasse os 30% obrigatórios em qualquer transação realizada por iPhones, iPads e Macs, o que fez com que a Maçã não apenas negasse o pedido, mas criasse uma regra que impediria parceiros de comentarem os detalhes de seus contratos com a loja de aplicativos. Desta forma, desenvolvedores ficam impedidos até mesmo de avisarem aos usuários que quase um terço daquele pagamento é revertido à dona do iPhone.

Mesmo assim, o Facebook seguiu adiante, transformando o pedido em uma campanha pública e deixando claro que, caso a Apple não mudasse sua postura, os empresários que usassem a rede social para seus eventos pagos receberiam apenas 70% do faturamento oriundo das plataformas, enquanto o restante seria revertido em taxas à fabricante.

Em comunicado oficial, a Apple afirmou que a antiga regra sobre as comissões cobradas na App Store não está mudando — ou seja, ela e a Epic Games, de Fortnite, continuam brigadas —, mas que a exceção aberta ao Facebook faz parte de um regime especial de iniciativas em resposta à pandemia. Como forma de auxiliar pequenos negócios, essa isenção foi aplicada não apenas aos eventos por meio da rede social, mas também serviços como o Airbnb, de forma a permitir que os locatários tenham maiores ganhos para compensar a queda na ocupação de seus locais.

<em>Eventos pagos foram alternativa do Facebook para ajudar pequenos negócios durante a pandemia; Apple se recusou a isentar taxas da App Store, mas depois voltou atrás (Imagem: Divulgação/Facebook)</em>
Eventos pagos foram alternativa do Facebook para ajudar pequenos negócios durante a pandemia; Apple se recusou a isentar taxas da App Store, mas depois voltou atrás (Imagem: Divulgação/Facebook)

Entretanto, não são todos os eventos pagos que farão parte desta exceção. Segundo a Apple, criadores e streamers da plataforma Facebook Gaming continuam a pagar comissões sobre seus lucros já que, na visão da dona da App Store, seus modelos de negócios não foram atingidos pela pandemia e o estado de isolamento social causados pelo coronavírus. A empresa, entretanto, não disse até quando a isenção vai durar nem se ela pode ser aplicada a mais plataformas.

O Facebook, por outro lado, ainda não está satisfeito e entregou um pouco mais do jogo. De acordo com um porta-voz da rede social, a exceção tem apenas três meses de duração e, caso a rede social permaneça com os eventos pagos ou a pandemia resista após esse período, as taxas voltarão a serem cobradas da empresa, resultando em pagamentos menores para os empreendedores.

A plataforma, ainda, reforçou a fala recente de seu CEO, Mark Zuckerberg, de que a Apple mantém um controle monopolista e intrusivo sobre conteúdos e aplicativos disponíveis nos celulares dos usuários. Com isso, afirmou, a Maçã estaria impedindo a inovação e a competição, enquanto tenta se manter no topo de maneira artificial.

Fonte: Canaltech

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