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Apple renova bloqueio do Parler no iOS e alega "conteúdo altamente questionável"

Igor Almenara
·3 minuto de leitura

A saga para o reestabelecimento do Parler continua, e ele deve seguir banido da App Store. Documentos obtidos pelo Bloomberg indicam que a Apple rejeitou mais um pedido para reinserção do app na loja, desta vez justificando o bloqueio devido ao “conteúdo altamente questionável” que mais prolifera na rede social que alega focar em “liberdade de expressão”.

Na última quarta-feira (10), o Parler teria demitido três dos seus últimos desenvolvedores de aplicativos iOS, de acordo com uma conversa entre o site e um informante. A movimentação reforça que as negociações continuam desfavoráveis para a rede social, e nem mesmo a renovação das suas políticas e padrões de comunidade teriam sido o suficiente para cravar sua presença na App Store.

“Depois de avaliar as novas informações, não acreditamos que essas mudanças são suficientes para compactuarem com os padrões da App Store. Não há espaço para conteúdo de ódio, racista ou discriminatório na App Store.”, declarou a Apple ao Parler, numa das respostas.

(Imagem: Rubens Eishima/Canaltech)
(Imagem: Rubens Eishima/Canaltech)

Na justificativa, a Apple incluiu uma série de capturas de tela de usuários abertamente preconceituosos e até apologias ao nazismo, indica o Bloomberg. “Algumas das capturas mostram fotos de perfis com suásticas e outras imagens de cunho nacionalista, além de nomes de usuários e publicações evidentemente misóginos, homofóbicos e racistas”, pontua na reportagem.

De acordo com a Apple, “uma simples pesquisa leva a conteúdos altamente questionáveis, incluindo ofensas de usuários, incluindo termos pejorativos relacionados a raça, religião e orientação sexual, bem como símbolos nazistas”. Portanto, apesar de ter retrabalhado seus padrões de comunidade, a proposta de entregar uma rede social com pouca moderação continua nociva e servindo como um acervo para esse tipo de comportamento.

A briga pelo retorno

Desde a invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em janeiro deste ano, a tensão sobre mais atos violentos aumentou significativamente. Disso, os olhos se voltaram para o Parler, que supostamente serviu como a plataforma de articulação para o fatídico dia que terminou em feridos e cinco mortos.

Quando chegou à mídia, rapidamente o Parler alcançou a moderação de Google e Apple, que logo bloquearam o aplicativo por "violação de políticas e termos" para distribuição nas lojas oficiais.

No mesmo movimento, o serviço de hospedagem Amazon Web Services (AWS) tomou conhecimento sobre o conteúdo que circulava pela rede social e cessou a prestação de serviços para o Parler, deixando-o totalmente fora do ar a partir do dia 11 de janeiro. A justificativa, da mesma forma, foi relacionada à ausência de medidas eficientes para mitigar a violência presente na rede social.

Atualmente, o Parler encara um momento turbulento e seu futuro segue incerto. Em fevereiro, o CEO John Matze foi demitido e, junto aos desenvolvedores iOS, foram desligados outros quatro funcionários — ligados a projetos como Parler TV e na verificação de qualidade. Mesmo que o site da rede social já esteja online novamente, não há previsão para retorno para as distribuições oficiais dos apps tanto no Android, quanto no iOS.

Fonte: Canaltech

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