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Apple recebe cinco milhões de pedidos de apps para a AppStore por ano

·4 minuto de leitura
Apple recebe cinco milhões de pedidos de apps para a AppStore por ano
Apple recebe cinco milhões de pedidos de apps para a AppStore por ano

Todo ano, a Apple recebe cinco milhões de apps para aprovação na App Store, de acordo com informações oferecidas pela empresa de Cupertino à justiça estadunidense em relação ao seu processo contra a Epic Games, desenvolvedora do jogo Fortnite.

Segundo Trystan Kosmynka, um dos diretores da Apple responsável pela loja, a empresa emprega aproximadamente 500 pessoas para atuar no processo de avaliação e revisão, com uma taxa de rejeição média de 40% dos apps solicitantes.

Em números expressos, A Apple rejeita dois dos cinco milhões de apps que pedem para entrar na AppStore, permeando todo o seu ecossistema de dispositivos: iPhones, iPads, Apple Watches e apps para laptops e desktops.

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Kosmynka disse à corte que o processo segue algumas etapas automatizadas: um app que solicita acesso à App Store passa por análises “estáticas e dinâmicas” de detecção de violações em relação aos termos de conduta da loja e às APIs de desenvolvimento da Apple. A partir daí, o app solicitante também é comparado a outros aplicativos já presentes na loja, em busca por similaridades: o objetivo aqui é evitar apps “copiados”.

Só depois disso é que entra o fator humano, com funcionários analisando cerca de 100 mil apps por semana e, se algum desses é rejeitado, o seu desenvolvedor é notificado pela Apple quanto aos motivos, podendo corrigir o software e reenviá-lo para nova avaliação ou retornar contato e solicitar uma apelação – Kosmynka, porém, disse que menos de 1% dos apps rejeitados seguem essa última opção.

Todas essas informações vieram à luz após Kosmynka testemunhar à frente de um juiz sobre os processos de gestão da loja online Por causa de toda a briga que a empresa tem com a Epic Games, a desenvolvedora de jogos acusou a “Maçã” de usar seu poder de dona do marketplace para obter vantagens injustas – ou seja, priorizar seus próprios aplicativos (first-party) e ser mais incisiva nas avaliações de programas criados por outras empresas (third-party).

Embora a Epic tenha tido dificuldades em comprovar isso, a Apple admitiu que grandes desenvolvedores – Hulu, Netflix, Spotify etc. – têm acesso a APIs especiais de desenvolvimento, ausentes para, digamos, uma startup iniciante, o que pode ser um problema quando uma empresa pequena concorre, por meio da Apple, com cinco milhões de apps enviados à App Store todo ano.

O processo ainda vai longe: o objetivo da Epic Games é o de comprovar que as práticas de pagamento da Apple consistem monopólio e, conforme a legislação de vários países, é algo ilegal. Isso porque, em meados de agosto de 2020, o jogo Fortnite, da Epic, acabou banido da App Store após a empresa criar uma forma de processar pagamentos dentro do próprio app – efetivamente contornando uma taxa obrigatória de 15% a 30% que a Apple recolhe do faturamento de qualquer aplicativo na loja online.

Vale lembrar que, além da Epic Games, Spotify e Match Group (o grupo dono do Tinder, Match.com, Plenty of Fish, OKCupid e vários outros aplicativos de relacionamento) também são críticos deste modelo, argumentando que qualquer custo adicional imposto aos desenvolvedores seria, inevitavelmente, repassado ao consumidor na forma de assinaturas mais caras.

Imagem mostra um celular sendo segurado na horizontal por duas mãos masculinas. Na tela do aparelho, a logomarca do jogo Fortnite é exibida
O jogo Fortnite acabou banido da App Store em agosto de 2020, gerando um longo processo judicial contra a Apple, movido pela Epic Games. Imagem: Epic Games/Divulgação

O jornalista Mark Gurman, especializado em direito digital e autor da Bloomberg, afirma que o consenso da comunidade de advogados é o de que a Apple está ganhando, e provavelmente sairá vitoriosa do processo. Entretanto, a luta na justiça pode trazer benefícios e concessões a serem adotadas pela Apple – se muito, para evitar situações similares no futuro:

“A Epic sempre soube que enfrentaria uma luta difícil. O ônus da prova recai sobre ela, como a reclamante, para mostrar que a Apple não deveria exigir que desenvolvedores usem seu sistema de pagamentos e demonstrar que a empresa está ferindo esses profissionais”, disse Gurman. “A Epic fez parte disso ao juntar representantes de divisões de jogos da Microsoft e NVidia, que testemunharam a seu favor”.

Segundo ele, porém, isso foi pouco para mover a percepção dos juízes e jurados a favor da desenvolvedora de Fortnite, o que não significa que uma espécie de “vitória de Pirro” (expressão usada para quando uma vitória é obtida a um preço muito alto, potencialmente irreparável) para a Epic não viria disso:

“Mesmo que a Epic perca o processo, sua cruzada pode trazer impacto. O julgamento, que tem tomado a mídia nacional americana há vários dias, expôs diversas preocupações de desenvolvedores com a App Store”, comentou Gurman. “A fabricante do iPhone pode sair disso mais motivada a agradar desenvolvedores a longo prazo, e evitar processos futuros que potencialmente podem ser mais vergonhosos que o atual”.

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