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Apple ofereceu vantagens para Netflix manter pagamentos via App Store

·4 minuto de leitura

A Netflix quase teve privilégios exclusivos na App Store para manter o pagamento de assinaturas via compras no app em dispositivos Apple. E-mails confidenciais datados de 2018 mostram que a Maçã traçava estratégias para convencer o serviço de streaming a não abandonar o método de pagamento padrão e, com isso, deixar de contribuir com os 30% sobre cada transação.

Em dezembro daquele ano, a casa de séries como Stranger Things e Dark deixou de oferecer acesso às assinaturas direto do aplicativo para iPhone, obrigando os interessados a efetuarem o pagamento através do navegador. A alternativa isentou o serviço de contribuir com a taxa da Apple, mas deixou o processo um pouco menos prático.

Antes que a restrição fosse implementada, a Apple pensava em formas de convencer a plataforma a manter a App Store como intermediadora dos pagamentos. Segundo e-mails de um dos líderes de negócios da App Store, Carson Oliver, a fabricante estaria preocupada que os de pagamentos feitos pela web proporcionariam uma “experiência ruim para o usuário” da Netflix em um iGadget.

App da Netflix para iPhone não aceita pagamentos desde 2018 (Imagem: Divulgação/Netflix)
App da Netflix para iPhone não aceita pagamentos desde 2018 (Imagem: Divulgação/Netflix)

Para Oliver, o objetivo da Netflix era entender como a “rotatividade voluntária” seria traduzida com a nova abordagem de pagamentos. No e-mail que circulou internamente, o diretor da App Store informou que o serviço rodaria um teste (transações exclusivamente pelo navegador) em alguns mercados para avaliar as consequências da mudança.

Pensando em alternativas para conter a movimentação, o funcionário da Maçã refletiu até sobre a possibilidade de aplicar punições. “Será que deveríamos adotar alguma medida punitiva em resposta ao teste? [...] Se sim, como essas punições deveriam ser informadas à Netflix?”, questionou.

A plataforma de streaming não pestanejou e ampliou os testes de pagamentos via web. Em julho de 2018, a Apple enviou uma apresentação em slide para a Netflix com uma lista de vantagens que a companhia já tinha dentro da App Store e como isso se convertia em novas assinaturas.

Uma mão lava a outra

Logo em seguida, a Apple iniciou tópicos com sugestões de “o que poderíamos fazer” para tentar mudar a ideia da Netflix. Entre as propostas, a fabricante do iPhone ofereceu apoio para que ambas trabalhassem juntas com compartilhamento de dados profundos, testes coordenados em dispositivos móveis, e a venda de pacotes promocionais da Apple TV com assinaturas da plataforma de streaming.

Outras ofertas feitas pela Maçã incluiriam campanhas direcionadas para o streaming por e-mail, parte da contribuição de 30% reinvestida em propagandas para mecanismos de busca e criação de pacotes contendo assinaturas Netflix e mais serviços Apple.

Aparentemente, toda a tentativa de negociação não foi bem sucedida. A estratégia alternativa da plataforma de streaming, por sua vez, não gerou efeitos negativos tão impactantes, considerando que ela alcançou o total de 200 milhões de assinaturas em janeiro de 2021.

Precedentes curiosos

A discussão interna e sigilosa para manter a Netflix com pagamentos via App Store mostra que, apesar de ter tido pulso firme contra a Epic Games no ano passado, existem exceções. Hoje, a Apple é acusada por outras grandes distribuidoras de aplicativos de ter medidas arbitrárias, especialmente quando se trata de serviços de streaming — músicas, filmes, séries e games.

Cada jogo da Microsoft deveria ser avaliado pela Apple (Imagem: Divulgação/Microsoft)
Cada jogo da Microsoft deveria ser avaliado pela Apple (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A Epic foi jogada para escanteio assim que tomou ações contra as obrigações — e violou, no processo, os termos de uso da loja da Apple, enquanto a Microsoft, com o xCloud, preferiu deixar a briga menos acirrada e deixou o iPhone de fora nos primeiros meses do serviço.

Em jogos, por exemplo, a Apple teria insistido que os desenvolvedores da Microsoft e do Google Stadia enviassem os seus games individualmente para avaliação — e todos eles seriam considerados um a um pela fabricante. Em comunicado, a Microsoft foi enfática ao dizer que a Maçã “continua sozinha como a única plataforma geral a negar aos consumidores o acesso a jogos por nuvem e serviços de assinatura como o Xbox Game Pass.”

A briga entre a Apple e a Epic Games ainda deve ter muito a revelar sobre a postura da companhia e sua estratégia de negócios na última década. Vale ficar de olho nos desdobramentos e nos próximos documentos que devem ser divulgados pela justiça. E, claro, tudo será contado aqui no Canaltech.

Fonte: Canaltech

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