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Apple investe US$ 60 milhões em projetos relacionados à igualdade racial

Rui Maciel
·3 minuto de leitura

Nesta quarta-feira (13), a Apple anunciou investimentos na ordem de US$ 60 milhões em uma nova rodada de projetos voltados à igualdade e justiça racial. Isso inclui a sua primeira rodada de financiamento de capital de risco para apoiar empreendedores negros.

Os esforços fazem parte da iniciativa de justiça e igualdade racial de US$ 100 milhões anunciado pela Apple no ano passado, após as mortes de Breonna Taylor e George Floyd, dois negros mortos pela polícia nos EUA e que gerou inúmeros protestos pelo país.

Inicialmente, a Apple investirá US$ 10 milhões em um fundo que será administrado pela Harlem Capital, uma empresa de capital de risco com sede em Nova York. O objetivo desse aporte é ajudar a financiar até mil empresas em 20 anos. A Maçã investirá ainda US$ 25 milhões no Clear Vision Impact Fund de Siebert Williams Shank, que fornece financiamento para pequenas e médias empresas, com ênfase em empreendimentos pertencentes à minorias. Em ambos os casos, a Apple se tornará uma parceira limitada nos fundos de ambas. .

Investimento em programação e empreendedorismo

Em entrevista a Reutes, Lisa Jackson, vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais da Apple,afirmou que há muita falta de diversidade entre o capital de risco e financiadores nos bancos. “Procuramos [investir] em setores onde achávamos que havia oportunidade para nossos recursos fazerem coisas boas”.

Entre outras ações, a criadora do iPhone também criará uma academia de desenvolvimento de aplicativos na cidade de Detroit - que leva o nome de Apple Developer Academy. Nele, teremos dois programas. O primeiro será uma ação introdutória de 30 dias e que ajudará os interessados a aprender mais sobre carreiras na economia de aplicativos. E se os estudantes estiverem dispostos a entrar de cabeça nesse universo, haverá um programa intensivo de 10 a 12 meses, com habilidades em programação, design e marketing. A instalação funcionará em parceria com a universidade Michigan State. Com essas ações, a Apple quer ensinar mil alunos por ano.

A Apple também está contribuindo com US$25 milhões para o Propel Center, um complexo de 50 mil m², localizado na cidade de Atlanta. Lá, faculdades e universidades historicamente negras colaborarão em programas de empreendedorismo, desenvolvimento de aplicativos e outros tópicos. A Big Tech está estabelecendo dois programas de bolsas para ajudar a projetar currículos em engenharia de silício e hardware para escolas historicamente negras.

No local, os alunos poderão seguir diferentes trilhas educacionais com foco em Inteligência Artificial, tecnologias agrícolas, justiça social, entretenimento, desenvolvimento de aplicativos, Realidade Aumentada, design e criação de artes e empreendedorismo. Este não é apenas um investimento monetário para a Apple, pois os funcionários ajudarão a desenvolver os currículos e fornecerão orientação também. Haverá ainda oportunidades de estágio para os alunos.

“Queríamos ver mais desenvolvedores negros e marrons”, disse Jackson, observando que a Apple há muito trabalha com escolas historicamente negras. “Eles tendem a se concentrar na parte sudeste dos Estados Unidos. Em Detroit há mais de 50 mil pequenas empresas que pertencem a negros e pardos. Logo, notamos que havia uma oportunidade empreendedora com ótimo potencial por lá”.

Fonte: Canaltech

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