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Apple demite 100 funcionários para diminuir ritmo em meio à crise

Decisão também foi adotada por outras gigantes, como Amazon, Meta e Tesla (Getty Images)
Decisão também foi adotada por outras gigantes, como Amazon, Meta e Tesla

(Getty Images)

  • Apple demite cerca de 100 funcionários da área de recrutamento de pessoas;

  • Objetivo é cortar gastos e desacelerar o crescimento em meio à crise econômica;

  • Movimento já havia sido anunciado antes e foi colocado em prática agora.

A Apple demitiu cerca de 100 funcionários da área de recrutamento de pessoas, afirmou a agência de notícias Bloomberg. O objetivo é reduzir gastos e desacelerar o crescimento em meio à crise econômica que afeta as empresas no mundo todo.

Os trabalhadores afetados, responsáveis por atrair talentos para a empresa, foram informados de que as demissões refletem as mudanças nos negócios da gigante. Eles serão pagos por mais duas semanas e receberão benefícios.

O movimento adotado pela Apple já havia sido anunciado tempos atrás. Em julho, o presidente da empresa, Tim Cook, afirmou ao canal norte-americano CNBC que continuará contratando novos funcionários, mas com mais calma e atenção ao cenário econômico mundial.

“Nós vemos inflação em nossa estrutura de custos”, disse o CEO. “Vemos isso em coisas como logística, salários e certos componentes de silício. E ainda estamos contratando, mas estamos fazendo isso deliberadamente”.

A Apple não foi a única a anunciar cortes no quadro de funcionários. Outras gigantes, como Microsoft, Amazon, Meta, Tesla e Oracle, também desaceleraram as contratações e reduziram departamentos nos últimos meses – estratégia aplicada para driblar a inflação recorde nos Estados Unidos e evitar prejuízos em meio a uma possível desaceleração econômica.

A Apple se recusou a comentar sobre as demissões.

Adeus ao trabalho remoto

Na contramão do modelo de trabalho em home-office, a gigante determinou que seus funcionários devem comparecer aos escritórios ao menos três vezes por semana. As terças-feiras e quintas-feiras são obrigatórias para todos, enquanto um terceiro dia presencial será definido por cada equipe.

O retorno foi marcado para o dia 5 de setembro e vale para os trabalhadores que atuam na sede da empresa, em Cupertino, na Califórnia (EUA). O modelo híbrido estava previsto para ser estabelecido antes, mas o aumento no número de casos de Covid-19 adiou os planos.

Desde que os funcionários passaram a trabalhar em casa, por conta da pandemia, a Apple tem enfrentado dificuldades em fazer com que eles voltem ao presencial. A política da empresa só não é mais rígida que a da Tesla, que ameaçou demitir os trabalhadores que se recusassem a ir aos escritórios.