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Apple cede em privacidade para continuar operando na China, afirma reportagem

·3 minuto de leitura

Embora tenha sua sede principal nos Estados Unidos, a Apple depende cada vez mais da cadeia de produção chinesa para garantir a fabricação e distribuição global de seus produtos. Segundo uma reportagem do The New York Times publicada nesta segunda-feira (17), a empresa cedeu às pressões do governo local e não oferece aos cidadãos do país os mesmos benefícios de privacidade que divulga no restante do mundo.

Segundo a reportagem assinada por Jack Nicas, Raymond Zhong e Daisuke Wabayashi, todas as máquinas dos servidores localizados na pequena cidade de Gyuyang são operados por funcionários do estado chinês. Além disso, a Maçã abandonou o uso local de tecnologias de criptografia — proibidas pelo governo local — e armazena no mesmo local os dados de usuários e as chaves digitais que garantem acesso a eles.

Embora a lei dos Estados Unidos proíba que suas empresas cedam dados pessoais de usuários ao governo chinês, a Apple encontrou um meio de possibilitar isso. No país, os dados pessoais de seus usuários são a propriedade legal da Ghizhou-Cloud Big Data (GCBD), companhia que pertence à Província de Guizhou. Além disso, mudanças recentes nos termos do iCloud listam a GCBD como provedora de serviços, e a empresa de Cupertino somente como uma “entidade adicional”, permitindo que dados pessoas sejam requisitados conforme as leis locais.

A reportagem também afirma que a Apple decidiu separar seus servidores do iCloud para a China do resto de sua estrutura por medo de que invasões e brechas de segurança surgidas lá — consequência do uso de hardwares antiquados e chaves de criptografia que dependiam da aprovação do governo local — se espalhassem para o resto do mundo. Oficialmente, a companhia afirma que esse não é o caso, e que o isolamento se deve ao fato de os servidores pertencerem à China e que é sua política manter entidades terceiras fora de suas redes.

Trabalhando para o governo chinês

As descobertas foram feitas a partir de entrevistas com 17 funcionários e ex-funcionários da Apple, quatro especialistas em segurança e dados de um processo aberto na última semana nas cortes dos Estados Unidos. A reportagem afirma que, ao mesmo tempo que o atual CEO Tim Cook foi responsável por abrir as portas da China para a Apple, os acordos também fizeram com que a “Apple trabalhasse para o governo chinês”.

Além de colaborar para a censura de aplicativos na App Store, Cook teria cedido a reclamações de autoridades locais e retirado o selo “Design by Apple in California” das versões locais do iPhone. “A Apple se tornou uma engrenagem na máquina de censura que apresenta uma versão da internet controlada pelo governo”, afirmou o diretor para a Ásia da Anistia Internacional, Nicholas Bequelin, à reportagem do New York Times.

Imagem: Brett Jordan/Unsplash
Imagem: Brett Jordan/Unsplash

Segundo as descobertas, a companhia toma um papel ativo na censura de aplicativos da App Store, bloqueando a publicação de qualquer conteúdo que acredite que vai preocupar autoridades locais. Entre os alvos estão apps de veículos de imprensa, serviços de encontros para gays e mensageiros com soluções de criptografia.

“Em seus centros de dados, os compromissos da Apple tornaram quase impossível para a companha impedir que o governo Chinês ganha acesso a e-mails, fotos, documentos, contatos e localização de milhões de residentes, segundo os experts em segurança e engenheiros”, afirma um trecho da reportagem.

Consultada pelo New York Times, a Maçã afirmou que estabelece os mesmos patamares de segurança e privacidade para todos os seus clientes ao redor do mundo. Ela reconhece que os dados de consumidores chineses permanecem dentro do país — conforme a lei local estabelece —, mas que mantém controle das chaves de criptografia e não faz qualquer compromisso na proteção de usuários.

Fonte: Canaltech

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