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Essa é a nova geração de MacBooks com chip proprietário da Apple

Felipe Demartini
·8 minuto de leitura

No que provavelmente é o seu último evento deste ano, a Apple finalmente anunciou a nova geração de notebooks com chips proprietários, batizados de M1. Os MacBooks Air e Pro serão os primeiros a chegarem ao mercado, com lançamento marcado para a próxima semana e encomendas que já começam nesta terça-feira (10). Os computadores chegam ao lado de uma nova versão do sistema operacional macOS, o Big Sur, e ainda virão acompanhados de um novo desktop, o Mac mini, também anunciado agora.

Os lançamentos marcam a estreia de uma nova família de dispositivos que prometem ser até três vezes mais rápidos do que os modelos tradicionais com Windows. Com os chips proprietários, a ideia é adotar o mesmo formato que já é usado em iPads e iPhones, unindo hardware e software em um único pacote, desenvolvido lado a lado de forma a extrair o maior poder de processamento com eficiência energética e térmica aprimoradas. É uma transição que não significa o fim dos computadores com processadores Intel, pelo menos por enquanto, mas que deve levar a Maçã a novos rumos que, eventualmente, tornarão o M1 e seus sucessores a única arquitetura disponível pelas mãos da fabricante.

O novo Macbook Air chega com tela de 13,3 polegadas e opções de configurações com até 16 GB de memória RAM e opções de SSDs de até 2 TB de capacidade. Tecnologias usuais em modelos de ponta da Apple também aparecem aqui, como o Magic Keyboard, a leitura de impressões digitais por meio do sistema Touch ID e a compatibilidade com aplicativos que também rodam em iPhones e iPads.

<em>O novo Macbook Air promete a maior bateria da linha (Imagem: Divulgação/Apple)</em>
O novo Macbook Air promete a maior bateria da linha (Imagem: Divulgação/Apple)

A Apple chamou atenção para o que chamou de o Macbook Air com a maior bateria já disponibilizada pela marca, entregando 15 horas de navegação utilizando a internet sem fio ou 18 horas de reprodução de vídeo. Além disso, nas chamadas de vídeo tão necessárias nesse período de isolamento social, a ideia é entregar o dobro da autonomia dos modelos atuais.

O novo notebook também chega com o design fino e portátil que já se tornou uma tradição da linha Macbook Air, com um design silencioso que acompanha a eficiência tão alardeada quando o assunto são os chips M1. Enquanto o produto ainda não teve preço confirmado para o Brasil, sua versão americana custa a partir de US$ 999 (cerca de R$ 5.3 mil).

Já o figurão da nova família de computadores se chama Macbook Pro, chegando com uma performance que promete ser 2,8 vezes maior que a dos antecessores. Para um notebook com foco profissional, isso se traduz em um funcionamento silencioso para os profissionais da música, sem que o desempenho que garante edição de vídeo em resolução 8K sem perda de frames seja ouvido durante as gravações.

<em>Macbook Pro evidencia foco na indústria criativa ao chamar atenção para o design silencioso (Imagem: Divulgação/Apple)</em>
Macbook Pro evidencia foco na indústria criativa ao chamar atenção para o design silencioso (Imagem: Divulgação/Apple)

Também com tela Retina de 13,3 polegadas, o Macbook Pro terá opções com até 16 GB de memória RAM e possibilidade de instalação de SSD de até 2 TB. Junto com o teclado mágico, está a Touch Bar, a barra superior que permite a configuração de atalhos que facilitam o uso e dão acesso direto a recursos diretos das aplicações executadas.

A Apple mais uma vez chamou a atenção para a bateria, considerada a de maior autonomia já colocada no interior de um Macbook. Enquanto a melhoria de processamento é garantida mesmo com o computador desconectado da tomada, a promessa é de 17 horas de navegação e até 20 horas de consumo de vídeo, um total 10x maior do que o encontrado em seu antecessor.

Outros destaques foram para a câmera aprimorada, que possui sistemas de compensação de cores e melhoria das imagens em condições de baixa luminosidade, e o que a Maçã chamou de microfones com qualidade de estúdio, garantindo a qualidade das chamadas de vídeo e voz. Tudo isso aparece na mesma carcaça dos antecessores, sem aumento de peso ou tamanho, assim como o preço, que continua partindo dos US$ 1.299, ou cerca de R$ 7.000. Um valor oficial para o mercado brasileiro ainda não foi divulgado.

Essa revolução toda já tem data para começar. Cumprindo o prometido, a Apple lança sua nova geração de Macbooks com chips proprietários na próxima semana, com pré-vendas já abertas. Já o sistema operacional macOS Big Sur, peça essencial dessa engrenagem, será lançado na próxima quinta (12).

O monstro por dentro

A ideia de Johnny Srouhji, vice-presidente sênior de tecnologias de hardware da Apple, é fazer a maior transformação já vista na história da linha de notebooks. Aos poucos e ao longo dos dois próximos anos, a ideia da Maçã é realizar a transição das CPUs tradicionais, que são usadas hoje, para a arquitetura M1. Segundo ele, os componentes “transformarão os Macs em uma nova categoria de produto”.

<em>Integração de diferentes arquiteturas em um único chip garante maior poder de processamento (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
Integração de diferentes arquiteturas em um único chip garante maior poder de processamento (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Isso se traduziu em números apresentados durante a própria apresentação dos computadores, com a promessa de processamento três vezes maior em relação aos processadores atuais e a maior eficiência por watt de toda a categoria de notebooks disponíveis no mercado. O M1 chega com uma arquitetura de cinco nanômetros e 16 bilhões de transistores, a maior quantidade de componentes desse tipo já colocado em um único produto pela Apple.

Tudo isso trabalha em prol de uma arquitetura unificada, que reúne CPU, GPU, sistemas de segurança e redes neurais em um único chip, algo que, por si só, já garante eficiência e economia de energia. Afinal de contas, se não é mais preciso copiar informações de um componente para outro durante o processamento, a ideia é que todo o poder dos dispositivos seja concentrado na atividade que está sendo realizada pelo usuário naquele momento.

<em>Eficiência energética é uma das chamadas revoluções da Apple com a chegada do chip M1 aos Macs (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini?Canaltech)</em>
Eficiência energética é uma das chamadas revoluções da Apple com a chegada do chip M1 aos Macs (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini?Canaltech)

Em termos de CPU, isso se traduz no que a Apple chamou de o processador mais rápido do mundo, com quatro núcleos de alta eficiência. O objetivo é triplicar o poder de processamento em relação às soluções tradicionais atuais, mas gastando apenas 10% da energia exigida por chips atuais do mercado.

<em>Apple promete, com o M1, trazer os melhores chips gráficos integrados de toda a indústria (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
Apple promete, com o M1, trazer os melhores chips gráficos integrados de toda a indústria (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

As hipérboles também valem para a GPU, citada como a arquitetura de gráficos integrados mais poderosa já lançada. São oito núcleos que garante uma performance duas vezes maior que os chips tradicionais para PC, mas com 30% do consumo de energia e levando em consideração a eficiência térmica, gerando menos temperatura sem reduzir o poder bruto.

A Apple lembra ainda a engine neural disponível no M1, voltada para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial e machine learning, pesquisas que encontram no novo Macbook Pro um grande aliado. Por fim, enclaves de segurança ficam disponíveis para garantir que toda essa performance não tenha brechas abertas para exploração de terceiros maliciosos, com a Maçã citando estes, também, como os notebooks mais seguros que já lançou.

Novos rumos

A chegada de uma nova família de computadores, com os notebooks vindo acompanhados, também, de um novo Mac mini, marca o fim de uma parceria de mais de uma década com a Intel, e também um retorno da Apple a um tipo de arquitetura proprietária. Entre o final dos anos 1990 e o início dos 2000, a Maçã era companheira da IBM e da Motorola na produção dos chamados chips PowerPC, considerados alguns dos motivos para a retomada da fabricante no setor de computadores pessoais.

<em>Transição da Apple para os chips M1 deve durar pelo menos dois anos (Imagem: Divulgação/Apple)</em>
Transição da Apple para os chips M1 deve durar pelo menos dois anos (Imagem: Divulgação/Apple)

A decisão, agora, acompanha o ritmo que já é adotado pela companhia, também, no mercado mobile. É a própria Apple a responsável pela fabricação dos processadores que estão no interior de iPhones e iPads, com o desenvolvimento destes componentes acompanhando os trabalhos com o sistema operacional de forma que hardware e software sejam capazes de extrair o máximo de poder de processamento e eficiência energética um do outro.

Essa é, inclusive, a razão para a mudança atual, citada como histórica pelo CEO da Apple, Tim Cook, quando foi anunciada em junho. A ideia é entregar um desempenho superior em relação aos concorrentes, bem como assumir controle sobre o próprio ecossistema, de ponta a ponta, sem que a companhia dependa do roadmap de fabricantes de processadores e outros componentes para agendar a chegada de seus próprios dispositivos ao mercado.

Agora, a ideia é continuar o crescimento acelerado da linha, que em 2020 vem tendo o melhor ano de sua história, de acordo com dados divulgados pelo próprio Cook no evento. De acordo com o CEO da Apple, a linha de Macbooks teve crescimento de 30% no terceiro trimestre deste ano, com metade dos novos clientes adquirindo um modelo da linha pela primeira vez.

E aí, o que você achou dos novos MacBooks Air e Pro?

Fonte: Canaltech

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