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Apple é primeira empresa a atingir US$ 3 trilhões de valor de mercado

·3 min de leitura

Com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 7,5 trilhões — calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020 —, a economia do Brasil equivale a menos da metade do valor de mercado da Apple. A empresa atingiu US$ 3 trilhões (quase R$ 17 trilhões) em valorização nesta segunda-feira (3). Neste primeiro dia de negociações de 2022, as ações da companhia subiram 3% e chegaram a US$ 182,88 (R$ 1.030).

A Apple é a primeira empresa a atingir os US$ 3 trilhões — e isso menos de quatro anos depois de ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5,6 trilhões), em agosto de 2018. Em outubro, a Microsoft assumiu a posição de empresa mais valiosa do mundo, mas, em novembro, a Apple retomou o primeiro lugar. Desde 15 de novembro, a companhia adicionou meio trilhão de dólares a seu valor de mercado.

Apple é primeira empresa a ultrapassar US$ 3 trilhões em valor de mercado (Imagem: Reprodução/Canaltech/Lucas Wetten)
Apple é primeira empresa a ultrapassar US$ 3 trilhões em valor de mercado (Imagem: Reprodução/Canaltech/Lucas Wetten)

As ações da companhia estão entre as de melhor desempenho do mundo. E a empresa não ultrapassa só a economia do Brasil: o PIB do Reino Unido em 2020, por exemplo, foi de US$ 2,7 trilhões (R$ 15,2 trilhões). Nem mesmo a capitalização da Bolsa de Frankfurt (a maior da Alemanha) alcança o valor da marca — em novembro de 2021, estava em US$ 2,1 trilhões (R$ 11,8 trilhões).

A conquista está relacionada ao fluxo constante de produtos que agradam o consumidor. O crescimento consistente das vendas e o saldo em caixa faz os investidores verem a empresa como segura para aplicar: desde o fim da década de 1990, o retorno das ações da marca foi de 22 mil % — cerca de 28% ao ano.

Embora a Nvidia Corp., que fabrica chips de processamento gráfico, tenha tido retorno de 31% ao ano no período e a Netflix, rainha do streaming, tenha subido 39% ao ano desde sua oferta pública inicial (IPO), em 2002, a Apple é maior em tamanho.

Apesar de um artigo da Bloomberg News informar que a demanda pelo iPhone estava diminuindo, um relatório recente do Nikkei aponta que a empresa pediu aos fornecedores que aumentassem a produção do aparelho de novembro a janeiro. Isso deu novo impulso às ações.

Para Tim Ghriskey, estrategista sênior de portfólio da Ingalls & Snyder, a Apple está no ponto ideal. “Não é muito cara, tem uma boa combinação de produtos e serviços e é uma grande inovadora em toda a linha de dispositivos”, destaca.

Preço pode subir mais

E o preço dos títulos pode aumentar: para Katy Huberty, analista do Morgan Stanley, as ações estão subvalorizadas em relação às contribuições de receita esperadas nos próximos anos com novos produtos. Isso inclui tecnologias como realidades aumentada e virtual, e veículos autônomos. Tom Forte, analista da DA Davidson, diz que os investidores esperam que a Apple passe a atuar na indústria automotiva nos próximos anos.

A Apple nem sempre teve esse brilho. No fim de 2000, seu valor de mercado era de US$ 4,5 bilhões (R$ 25,3 bilhões) e os investidores fugiam das ações — à época negociadas por quase o valor do dinheiro que a empresa tinha no banco. iPod e iPhone estavam desligados no futuro e a volta do cofundador Steve Jobs ao comando da empresa em 1997 não havia tido efeito significativo.

iPhone é eletrônico de consumo mais lucrativo da história (Imagem: Reprodução/Canaltech/Erick Teixeira)
iPhone é eletrônico de consumo mais lucrativo da história (Imagem: Reprodução/Canaltech/Erick Teixeira)

Com Tim Cook, ao contrário, o valor de mercado da marca cresceu quase US$ 2,7 trilhões em uma década. Até os críticos ficaram surpresos com a conquista, já que muitos questionaram a competência de Cook quando ele sucedeu Steve Jobs.

Ben Wood, analista-chefe na CCS Insight, diz que Cook foi escolhido por ser uma opção segura, apesar de conservadora. “Os resultados dele são impressionantes”, diz ele. “Ele transformou o iPhone no eletrônico de consumo mais lucrativo da história.”

Fonte: Canaltech

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