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App de traição voltado para mulheres já possui 150 mil usuários no Brasil

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App de traição voltado para mulheres já possui 150 mil usuários no Brasil
App de traição voltado para mulheres já possui 150 mil usuários no Brasil

Pensado por mulheres e feito também para elas, o app Gleeden é o primeiro site voltado para encontros entre pessoas casadas. Segundo a plataforma, a experiência é para quem “esteja procurando uma aventura extraconjugal perto de casa ou um amante a milhares de quilômetros para suas viagens.”

O app, chamado Gleeden, surgiu em 2009, na França, e já está presente em vários países, como Espanha, Itália, México e, recentemente, Brasil. De acordo com o site Universa, do UOL, a plataforma já reúne 7 milhões de perfis cadastrados pelo mundo e dentre esses, 150 mil são de brasileiros.

O site promete segurança, liberdade e anonimato, tanto que a maioria das contas não possuem fotos – ou apenas partes do corpo – e os nomes, geralmente, são fakes. O app não aceita apenas pessoas casadas, bem como não apenas mulheres, no entanto, nas informações do perfil é obrigatório informar seu status de relacionamento e no caso dos homens, é necessário comprar créditos para usar o serviço. Para mulheres o app é totalmente gratuito.

Dentro do programa as mulheres decidem tudo, inclusive, avaliam homens com like ou dislike. Existe também um tipo de “Botão de Pânico” ou “Saída de emergência”, que aciona o modo alerta e sai do app rapidamente redirecionando a usuária ao Google.

Aplicativo de traição para mulheres já possui 150 mil usuários no Brasil. imagem: Shutterstock
Aplicativo de traição para mulheres já possui 150 mil usuários no Brasil. imagem: Shutterstock

Por que elas traem?

De acordo com uma pesquisa feita pelo próprio site do Gleeden em março deste ano, 27% do público feminino aponta o sexo como principal impulso para entrar no aplicativo e 34% das usuárias responderam que trair os companheiros as deixa mais “felizes e vivas.”

Mesmo o app tendo sido feito para mulheres, elas ainda ocupam uma pequena porcentagem de cadastros no site. Em entrevista a Universa, a psicóloga e sexóloga Sandra Vasques atrela isso ao machismo.

“A traição feminina é vista de um jeito diferente da masculina. Se um homem quando trai, falam: ‘Ah, é normal, é coisa do gênero, não conseguiu ser fiel’. Já a mulher quando trai ela é chamada de promíscua, dizem que ela não dá valor para a família, que ela é fraca”, explicou a especialista.

A psicóloga ainda acrescenta que “tanto um homem quanto uma mulher que traem podem ser mais felizes depois do ato. [mas] se a pessoa está em dúvida ou tem medo, pode ser que não. A traição não é uma passagem nem para a felicidade nem para a infelicidade, vai depender dos valores e das escolhas de quem está traindo. Caso ter um relacionamento extraconjugal vai de encontro aos desejos dela, e aquilo não fere nenhum julgamento moral, a resposta é positiva.”

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Contudo, assumir um relacionamento e garantir fidelidade a uma pessoa é algo importante e que deve ser respeitado, bem como a vida emocional do parceiro.

“Se você fez um compromisso com a pessoa de que vai ser fiel, você assumiu uma responsabilidade que a princípio devia ser cumprida. Quando você se dá conta de que não quer mais ser monogâmico, acho que é legal tocar no assunto com seu parceiro”, orienta a sexóloga, que ressalta a opção de “abrir o relacionamento.”

Muitos casais optam pelo relacionamento aberto para evitar conflitos vindos de traições, mas nem todos estão preparados para a experiência, que requer maturidade e consentimento entre o casal.

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