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Conheça o Happy Help, app brasileiro que recompensa quem ajuda pessoas

Matheus Mans
·5 minuto de leitura
Smiling African American man in glasses and headset watch webinar on laptop making notes, happy biracial male student worker in headphones handwriting studying or working using computer
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A publicitária Manuela Schmidt estava morando na Europa quando o marido, de origem inglesa, descobriu que estava com um câncer raro. O casal, que naquele momento morava na Espanha, se viu sem qualquer tipo de apoio, já que toda a família estava longe. Pior: a única filha do casal tinha apenas um ano e meio, demandando ainda mais cuidados. “Nós precisávamos de muita ajuda, de cuidados com a casa, ajuda para levar nossa filha para a creche, com o cachorro, tudo”, conta Manuela Schmidt em entrevista ao Yahoo! Finanças.

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Infelizmente, o marido da publicitária morreu apenas três meses depois. Mas, a partir dessa experiência traumática e dolorosa, nasceu uma ideia. “A ajuda que recebi foi o que sustentou a situação em níveis práticos”, complementa Manuela, ao ser questionada sobre sua experiência na Europa. “Eu retornei ao Brasil. Aqui a ideia começou a tomar forma: como facilitar a formação de rede de apoio, para que se possa oferecer e pedir ajuda?”.

Foi neste ponto que ela começou a desenvolver o Happy Help, um aplicativo que permite que usuários ofereçam auxílio para as mais diversas atividades, como aulas de música e até mesmo passeio com cachorro -- tudo isso, de alguma forma, experienciado pela publicitária e empresária na Europa. Em troca, esse usuário recebe moedas dentro dessa plataforma própria da empresa e, futuramente, pode trocar por recompensas oferecidas pela Happy Help. Ou seja: ao ajudar pessoas, o usuário também sai ganhando do app.

A ideia era ter lançado em abril de 2020, após o desenvolvimento gráfico e investimento. No entanto, surgiu o coronavírus. “Veio a pandemia, questões técnicas da construção do app em si e percebi que não lançaríamos na data. Como a motivação era quase visceral, abri uma conta no Instagram e comecei a estimular e mediar as trocas, de forma mais limitada”, diz ela. “Foi um sucesso e, em novembro de 2020, finalmente lançamos o aplicativo”.

Como funciona o Happy Help

Com três meses de funcionamento, o aplicativo está disponível na Apple Store, na Play Store e, ainda, pelo website. Dessa forma, para usar a plataforma, o usuário precisa apenas se cadastrar gratuitamente na plataforma e, depois, já pode começar a oferecer seus conhecimentos e talentos, além de buscar ajuda com aquilo que necessita. Cada vez que o usuário colaborar com alguém, ele ganha Happy Coins, a moedinha interna do app, para usufruir da plataforma. Cada vez que pedir ajuda para alguém, paga com moedinhas.

“Por exemplo: eu ajudo alguém com marketing digital, recebo Happy Coins por compartilhar meu conhecimento, e uso esses Happy Coins para aprender inglês”, conta Manuela, exemplificando o funcionamento do sistema. “Já temos ofertas de ajuda em áreas muito diversas, de disponibilidade de uma conversa amigável até mentoria de carreira. São ofertas para os negócios, aprendizados, saúde e bem-estar, casa, autoimagem e muitas outras ideias incríveis. O pessoal tem sido criativo nas ofertas, e nós estimulamos isso”.

Além disso, o aplicativo já permite que o usuário crie uma Rede de Apoio próprio, podendo incluir na rede pessoas que o usuário confia, tanto amigos que já conhece quanto quem for conhecendo durante as trocas no aplicativo. Há, ainda, um chat onde usuários podem conversar e combinar os detalhes dos serviços que serão prestados, uma agenda para controlar melhor os horários e datas e um sistema todo planejado para facilitar ao máximo esse movimento colaborativo. Tudo isso para estimular um melhor uso da plataforma.

Novo uso da internet

Hoje, o Happy Help já conta com mais de 650 usuários ativos em menos de três meses no mercado. Manuela se diz otimista em ver o app em um novo movimento, talvez pós-pandemia, em que a internet pode ter espaços mais solidários e colaborativos -- de acordo com os princípios adotados por Tim Berners-Lee, o pai do chamado WWW, nos anos 1990. Afinal, de alguma forma, o Happy Help busca recuperar essa internet social.

“Todos estamos sempre aprendendo sobre o potencial, os riscos e o uso geral da internet em nossas vidas. Já que temos gastado tanto tempo em frente ao celular e do computador, porque não promovermos o bom uso desse tempo?”, questiona. “Nos últimos anos, temas como compartilhamento e economia colaborativa tem sido cada vez mais tratados. Estamos em busca de formas mais humanas de estabelecer trocas de serviços, e mais inclusivas de ter acesso, seja à saúde, educação e promoção do bem-estar. Há potencial ilimitado”.

Para o futuro da empresa, Manuela é otimista. Primeiramente, como ela diz, precisa se destacar frente ao mar de novidades. “Vivemos na era do excesso de informação, de inúmeros apps e pouco tempo e espaço no celular. Isso somado a uma plataforma que sugere uma mudança de comportamento, uma cultura de compartilhamento que ainda está sendo construída na sociedade é o resumo da origem dos nossos desafios”, diz a executiva. “Além disso, a ideia de ajudar ainda é muito vinculada à caridade, e não que caridade seja ruim, mas estamos falando de outro movimento. Estamos todos no mesmo ‘patamar’”.

Depois, o céu é o limite. “As próprias pessoas já transformaram o Happy Help. O que era para ser algo que promovia trocas de ajuda, está se transformando em um movimento cultural e de transformação - de pessoas, de negócios, de relações. Acredito também nesse amadurecimento da nossa sociedade, onde a colaboração seja regra e não exceção”, diz. “Então, vejo o Happy Help no mundo todo, porque vejo o mundo todo mais colaborativo. Imagina que incrível, você contar com pessoas para te ajudar em qualquer lugar?”.

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