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Apostas de reflação perdem força com aumento de riscos globais

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Depois de uma disputa de meses com as negociações de reflação, os que apostam em títulos finalmente recuperam a vantagem.

O rendimento dos Treasuries de 10 anos caiu abaixo de 1,30% na quarta-feira, para o menor nível em mais de quatro meses, liderando a queda dos yields. O movimento é influenciado pela preocupação com a variante delta do coronavírus, que mina a esperança de um fim iminente da crise e de uma normalização da política monetária dos bancos centrais. Na Europa e no Reino Unido, os rendimentos dos títulos de 30 anos lideravam o recuo da curva de juros, enquanto no mercado de futuros, os títulos da China registravam o melhor rali este ano.

Operadores reduziram as expectativas de desaceleração dos programas de compra de ativos, enquanto na China há quem defenda cortes das taxas de juros. Para Steven Major, do HSBC, que aposta em títulos de longo prazo, há motivos para pensar que os rendimentos já atingiram o pico do ano, mesmo com a recuperação da economia da crise de coronavírus. Os mercados de títulos estão precificando a reflação, explicou.

“O mercado pressente cada vez mais que os rendimentos já podem ter atingido o pico este ano”, escreveu Major em relatório a clientes. “Não há nenhuma mudança em nossa visão altista de longo prazo e previsões de 1,0% para os yields de 10 anos no final de 2021 e 2022.”

Investidores de renda fixa desfazem apostas apoiadas na inflação acima das metas de bancos centrais em meio a temores do chamado short squeeze (pressão compradora para liquidar posições vendidas), que os obrigaria a fechar posições visando uma queda dos Treasuries. A Aberdeen Standard Investments agora diz que os rendimentos podem cair abaixo de 1,2%, enquanto a AllianceBernstein vê as taxas potencialmente em 1,12% - muito longe das previsões, apenas alguns meses atrás, de que os rendimentos poderiam ultrapassar 2%.

“A narrativa da reflação acaba de sofrer um grande golpe”, disse Liam O’Donnell, gestor da Aberdeen. “Se você acha que a inflação não está saindo do controle e que as taxas de juros não irão a nenhum lugar por dois anos, então não há nada a temer em comprar títulos nesses níveis, ou mais baixos.”

Vários fatores estão em jogo. Mais importante, o argumento das pressões inflacionárias transitórias parece estar vencendo, algo que não é necessariamente contraditório à falta de tolerância do Fed com a aceleração da inflação e expectativas de aumento de juros mais altas após a reunião do mês passado. Ativos vistos como refúgio também ganham impulso com o avanço da variante delta ao redor do mundo.

Ação antecipada

“As preocupações com o crescimento em torno da variante delta são o principal fator”, disse John Taylor, gestor da AllianceBernstein. Alguns investidores estão interpretando a mudança do gráfico de pontos do Fed no sentido de que o banco central dos EUA “agirá mais cedo e, portanto, não aumentará os juros tanto quanto seria necessário se tivesse permitido que a inflação acelerasse por muito mais tempo”, disse.

Richard Hodges, gestor da Nomura Asset Management, vê o recente rali como um momento oportuno para iniciar novas posições vendidas, uma vez que muitos outros ativos, como o petróleo, ainda enviam sinais de alerta inflacionário. Embora Major, do HSBC, ainda esteja otimista, diz que os investidores deveriam assumir uma posição taticamente “neutra”.

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©2021 Bloomberg L.P.

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