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Apostas clássicas de juros perdem força com alta das commodities

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A alta das commodities não tem provocado algumas das respostas tradicionais nos mercados de renda fixa e de câmbio.

Ao contrário dos ralis recentes das commodities em 2008 e 2011, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e das moedas de grandes exportadores como a Austrália mostram pouca variação. Da mesma forma, o indicador das expectativas de inflação mais acompanhado pelo Federal Reserve está descolado das oscilações das matérias-primas.

O maior amortecedor é a credibilidade dos bancos centrais. Lideradas pelo Fed, autoridades de política monetária têm consistentemente redobrado apostas em juros baixos por mais tempo e projeções de inflação “transitória”. Com isso, investidores estão cautelosos em apostar contra os compromissos de manter a política monetária frouxa no futuro próximo.

“A grande mudança desta vez é a política dos bancos centrais”, disse Kerry Craig, estrategista de mercado global da JPMorgan Asset Management, em Melbourne. A política monetária ultrafrouxa atual “pesa sobre moedas que naturalmente teriam avançado muito mais durante um ciclo em que os preços das commodities estão subindo”.

As moedas da Austrália e da Nova Zelândia - cujos destinos geralmente dependem muito das tendências das commodities consumidas pela forte economia da China - são indiscutivelmente retardatárias. Cada uma subiu menos de 0,5% nos últimos três meses.

O dólar canadense, por sua vez, ganhou mais de 5%, já que o banco central do país sinalizou que pode reduzir o estímulo. A rápida valorização da moeda canadense pode aumentar a pressão sobre autoridades monetárias para desacelerar o desenvolvimento e controlar as entradas de capital, como geralmente é o caso durante os períodos de ganhos das commodities no Canadá.

Na semana passada, relatórios dos índices de preços ao consumidor e ao produtor dos EUA vieram acima do esperado, o que esquentou o debate sobre a inflação global na esteira dos fortes dados dos preços ao produtor na China. No entanto, a reação do mercado foi relativamente silenciosa após os números dos preços ao produtor, com os rendimentos de 5 e 10 anos em queda em linha com o dólar mais fraco.

O indicador trimestral das “expectativas de inflação comuns” do Fed, que agrega vários índices desse tipo, oscila em torno de 2%, nível que autoridades querem ver um pouco mais alto por algum tempo.

Enquanto isso, os preços de commodities como cobre, algodão, borracha e madeira serrada se aceleram, bem como de semicondutores, em meio à oferta limitada e aumento da demanda.

A disparidade é um sinal dos tempos diante de uma evolução - talvez uma revolução - dos bancos centrais. O compromisso do Fed de aquecer a economia abalou os mercados em parte porque significou abandonar o que há muito tem sido o cerne de sua estratégia: agir preventivamente para conter a inflação.

Neste admirável mundo novo, participantes do mercado ainda não sabem se podem confiar que as autoridades agirão antes que os aumentos de preços saiam do controle e afetem a economia, em contraposição ao mandato de pleno emprego.

Essa mensagem é aceita por operadores das moedas australiana e neozelandesa, enquanto para outros, indícios de aperto da política monetária dão motivos para acumular.

“O Banco do Canadá e o Norges Bank (banco central da Noruega) são os únicos bancos centrais no mundo desenvolvido a dar um sinal inequívoco de que consideram retirar a acomodação monetária”, disse Stephen Miller, consultor de investimentos em Sydney da GSFM, uma unidade do canadense CI Financial.

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