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Aposta de reflação gera distância histórica entre EUA e Europa

James Hirai
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Europa perde terreno como nunca com as apostas de reflação do outro lado do Atlântico.

O aumento dos custos de energia eleva os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e dos títulos alemães, embora a diferença entre indicadores do mercado para as expectativas de inflação nos EUA e na zona do euro seja a maior em mais de uma década.

Enquanto a Casa Branca prepara um pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão para impulsionar o crescimento, a história é diferente no bloco da moeda única, onde a lenta distribuição de vacinas ameaça intensificar uma provável recessão de duplo mergulho.

Tudo isso resulta em uma histórica divergência entre EUA e Europa em investimentos para gestoras como BlueBay Asset Management e Aberdeen Standard Investments.

“Estamos buscando um tema de reflação em 2021, mas vemos isso mais pronunciado nos EUA devido à política fiscal expansiva”, disse o gestor Mark Dowding, da BlueBay Asset. “Estou mais inclinado a ver a inflação da zona euro voltar a cair após um aumento temporário, mesmo com a inflação nos Estados Unidos subindo neste ano.”

Um indicador de títulos de dívida para a inflação futura na Alemanha está em mínima histórica em relação ao mesmo índice nos EUA. A distância entre as curvas de juros dos Treasuries e dos títulos alemães é a maior em cerca de uma década. Empresas de pequena capitalização no continente europeu associadas ao ciclo econômico estão muito aquém do rali dos índices de referência dos EUA.

Ainda assim, embora as estratégias de investimento vinculadas à expansão econômica na zona do euro mostrem desempenho muito inferior em relação aos EUA, houve forte reação na semana passada.

Os rendimentos de títulos alemães de 30 anos ficaram positivos pela primeira vez em cinco meses, enquanto os equivalentes nos EUA atingiram o maior nível em um ano. Os swaps de inflação nos próximos cinco anos na Europa - um indicador-chave das expectativas de preços de longo prazo - subiram para os níveis do início de 2019.

Na semana passada, a Comissão Europeia cortou a previsão de crescimento em 2021 de 4,2% para 3,8%, enquanto projeta inflação média de 1,3% em 2022. O Fundo Monetário Internacional, entretanto, vê a região em desvantagem em relação aos pares internacionais.

“A zona euro vai se recuperar de certa forma à medida que as vacinas forem distribuídas, mas os problemas estruturais que a região enfrenta permanecem”, disse Charles Diebel, da Mediolanum International Funds. O gestor aposta que o spread entre os Treasuries e os títulos alemães, os chamados bunds, de 10 anos atingirá 200 pontos-base contra cerca de 164 atualmente.

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©2021 Bloomberg L.P.