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Após prisão de Daniel Silveira, família Bolsonaro muda o tom e reduz postagens nas redes

João de Mari
·3 minuto de leitura
A woman walks near a wall depicting Brazilian President Jair Bolsonaro (2-L) and his sons, congressman Eduardo Bolsonaro (L), Senator Flavio Bolsonaro (1-R) and councilman Carlos Bolsonaro (2-R) and reading Familitia -combination of the words family and militia- at the Grajau neighbourhood in Rio de Janeiro, Brazil, on May 14, 20120, amid the new coronavirus pandemic. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Arte retratando o presidente Bolsonaro e seus filhos, Eduardo, Flavio e Carlos lendo-se familícia - combinação de as palavras família e milícia - no Rio de Janeiro (Foto: Mauro Pimentel/ AFP)

Quando o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso na noite de terça-feira (16) por defender o AI-5, o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal) e atacar ministros da Corte, era esperado duras críticas ao Supremo e a defesa do parlamentar bolsonarista por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos.

Porém, o que se viu foi bem diferente. Após a prisão do aliado, a família Bolsonaro teve o menor volume de postagens em cinco meses: apenas nove publicações ao todo somando Twitter e Facebook — canais preferidos da família.

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De acordo com levantamento feito pelo analista de redes sociais Pedro Barciela, a média diária da família presidencial é de 46 postagens nas duas plataformas. Para se ter ideia, no dia anterior à prisão do deputado, Jair, Flávio, Carlos e Eduardo tinham feito 34 manifestações nas redes.

“O curioso silêncio: ironicamente, depois da prisão de Daniel Silveira, registramos o dia com menor volume (vermelho) de publicações da família Bolsonaro nas redes sociais online nos últimos seis meses. Medo? Vão fingir que não conhecem? Vão abandonar um dos seus?”, escreveu Barciela no Twitter.

A única manifestação nas redes sobre o assunto foi feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

“Dentre outros fatores, amanhã votarei pela libertação do Dep. Fed. Daniel Silveira em nome das garantias da imunidade parlamentar, liberdade de expressão, devido processo legal, ampla defesa e contraditório”, escreveu.

Nesta quinta-feira (18), o presidente Bolsonaro recebeu a visita não prevista na agenda do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para discutir a prisão de Silveira.

Lira teria afirmado ao presidente que a prisão do parlamentar deve ser mantida pelo plenário da Casa, além de alguma forma de punição ao parlamentar, como suspensão ou cassação do mandato.

Já o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) fez uma postagem enigmática na quarta-feira (16).

"Sinto meu estômago embrulhado como não sentia há tempos!", escreveu no Twitter.

De acordo com o UOL, a publicação foi interpretada no meio político como “manifestação cifrada de revolta tanto pela prisão do deputado bolsonarista, quanto pela impossibilidade de criticar mais duramente o STF”.

Isso porque, fora das redes, Bolsonaro vem adotando comportamento discreto após ser acoselhado pelo Centrão a não disparar críticas ao Supremo para não criar crise institucional entre Executivo e Legislativo.

Prisão em flagrante

Silveira foi preso em Petrópolis (RJ) e seria encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense.

De acordo com a decisão, chegou ao conhecimento do STF nesta terça o vídeo publicado pelo deputado em que ele "durante 19 minutos e 9 segundos, além de atacar frontalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal, por meio de diversas ameaças e ofensas à honra, expressamente propaga a adoção de medidas antidemocráticas contra o Supremo Tribunal Federal, defendendo o AI-5".

O Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968, marcou o recrudescimento da repressão na ditadura militar no Brasil.

Moraes diz ainda que Silveira defendeu "a substituição imediata de todos os ministros [do STF]" e instigou "a adoção de medidas violentas contra a vida e segurança dos mesmos, em clara afronta aos princípios democráticos, republicanos e da separação de Poderes".