Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.035,17
    -2.220,83 (-1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.592,91
    +282,61 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,50
    -2,03 (-3,20%)
     
  • OURO

    1.733,00
    -42,40 (-2,39%)
     
  • BTC-USD

    43.623,43
    -3.453,34 (-7,34%)
     
  • CMC Crypto 200

    912,88
    -20,25 (-2,17%)
     
  • S&P500

    3.811,15
    -18,19 (-0,48%)
     
  • DOW JONES

    30.932,37
    -469,63 (-1,50%)
     
  • FTSE

    6.483,43
    -168,53 (-2,53%)
     
  • HANG SENG

    28.980,21
    -1.093,99 (-3,64%)
     
  • NIKKEI

    28.966,01
    -1.202,29 (-3,99%)
     
  • NASDAQ

    12.905,75
    +74,00 (+0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7495
    +0,0106 (+0,16%)
     

Após polêmica, Alexandre Frota distribui leite condensado em evento de campanha: 'Tem muito lá no Palácio'

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
Frota distribui leite condensado (Foto: Reprodução/Twitter)
Frota distribui leite condensado (Foto: Reprodução/Twitter)

O deputado Alexandre Frota (PSDB-RJ) distribuiu latas de leite condensado os jornalistas que participam de uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (27) no Congresso Nacional. O evento faz parte da campanha do candidato à presidência da Câmara.

O episódio ocorreu um dia após ser revelado que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) gastou R$ 1,8 bilhão em alimentos no ano passado, sendo R$ 15,6 milhões apenas em leite condensado.

Em um vídeo que circula pelas redes sociais, é possível ver o deputado segurando uma mochila com as unidades do produto e distribuindo em mãos aos presentes. “Tem muito lá no Palácio”, disse.

Na semana passada, Frota anunciou a candidatura dele à presidência da Câmara dos Deputados, em vídeo divulgado pela assessoria do parlamentar. Na gravação, ele promete, se eleito, ter atuação independente em relação ao Poder Executivo.

Como principal bandeira de campanha, Frota disse que pretende acatar a abertura do pedido de impeachment do presidente Bolsonaro.

“O que é eu posso prometer é uma Câmara totalmente independente, uma Câmara livre”, declarou.

Portal de transparência fora do ar

A informação de que órgãos do governo federal gastaram mais de R$ 15 milhões com leite condensado em 2020 virou piada nas redes sociais nesta terça-feira, após ter sido divulgada pelo site Metrópoles.

Depois da polêmica, o Portal da Transparência do governo federal saiu do ar na noite desta terça-feira (26). Os dados, extraídos do Painel de Compras do Ministério da Economia, também provocaram revolta entre políticos e anônimos que usam a internet para se manifestar contra o presidente Bolsonaro.

Oposição pede investigação

O deputado David Miranda (PSOL-RJ) protocolou uma ação pedindo que o procurador-geral da República, Augusto Aras, investigue o gasto de R$ 1,8 bilhão do governo federal em alimentos e bebidas no ano de 2020, um aumento de 20% em relação a 2019.

O parlamentar solicita que o órgão apure os fatos e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. Também assinam o documento as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA).

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ameaçou entrar na Justiça para cobrar explicações sobre os “gastos absurdos”.

"Entrarei na justiça para pedir explicações sobre os gastos absurdos do Bolsonaro! Mais de R$ 15 milhões em Leite Condensado e Chiclete com dinheiro público? Isso é corrupção!", escreveu em uma rede social.

Eleições na Câmara

Em 1.º de fevereiro, os 513 deputados federais vão escolher o novo presidente da Câmara. Nesse dia, também estarão em jogo os cargos de vice-presidentes da Casa, de secretários e suplentes desses cargos. A apuração dos votos começa pelo cargo de presidente da Câmara. Para ser eleito em primeiro turno, o deputado precisa ter a maioria absoluta, isto é, 257 votos. Caso isso não ocorra, os dois mais votados disputam o segundo turno.

Além de Frota, os nomes que aparecem na disputa são dos deputados Arthur Lira (PP-AL), Baleia Rossi (MDB-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG).