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Após negar que se imunizaria, Bolsonaro decide tomar vacina contra covid-19

·1 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro coughs during the sanction of the law that authorizes states, municipalities and the private sector to buy vaccines against COVID-19, at the Planalto Palace in Brasilia, on March 10, 2021. - Until now, with more than 260,000 deaths by the coronavirus, only the federal Government was authorized to buy vaccines. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro afirmou diversas vezes que não se vacinaria (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que decidiu que vai se vacinar contra a covid-19. A informação é da coluna do jornalista Guilherme Amado, da Época.

Com 65 anos, ele vai esperar que a idade dele seja o público alvo da campanha para ser imunizado. No próximo dia 21, Bolsonaro completa 66 anos. No Distrito Federal, a previsão é que a vacinação de pessoas entre 72 e 73 anos comece na próxima quinta-feira, 18.

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Em diversas ocasiões, Bolsonaro afirmou que não tomaria o imunizante. Além disso, Bolsonaro pôs em xeque a confiabilidade e a segurança da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan. Teoricamente, os pacientes não podem escolher qual vacina tomar e o imunizante do Butantan é o que está sendo distribuído em maior escala. Por isso, há possibilidade de ser a vacina disponível quando o presidente receber o imunizante.

Apesar de estar relutante, presidente consultou pessoas próximas que o incentivaram a se vacinar. Auxiliares acreditam que isso ajudaria a reforçar o discurso de que Bolsonaro apoia a imunização em massa.

A mãe do presidente Jair Bolsonaro, dona Olinda, tem 93 anos e foi vacinada na cidade de Eldorado, interior de São Paulo. O presidente afirmou que a carteira de vacinação original continha a informação de que ela tinha sido imunizada com uma dose da Oxford/AstraZeneca. O enfermeiro responsável, no entanto, teria retornado posteriormente à casa de Olinda com um novo documento, informando que a vacina aplicada havia sido a CoronaVac, patrocinada por seu inimigo político, o governador de São Paulo João Doria (PSDB).