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Após investigação, Covas mantém amigos de balada em cargos de confiança na prefeitura

·2 minuto de leitura
Bruno Covas, (PSDB) Mayor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) on Thursday, November 12, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference João Doria spoke about the São Paulo F1 GP and the Usina São Paulo concession contract, in Rio Pinheiros. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Prefeito Bruno Covas (PSDB) concorre à reeleição em São Paulo (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images)

O prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) manteve em cargos de confiança na prefeitura de São Paulo amigos com quem costuma ir à balada. As nomeações, denunciadas pela imprensa desde 2018, não foram revogadas, mesmo após um desgaste político.

Há dois anos, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou que a mãe do braço-direito de Covas trabalhava no gabinete do prefeito. O caso levou a uma recomendação de demissão por parte da Promotoria do Patrimônio Público e, por isso, a então funcionária pediu demissão. Caso ela se mantivesse no cargo, os envolvidos poderiam ser acusados de improbidade administrativa.

Outros dois amigos próximos de Covas, Gustavo Garcia Pires e Alexandre Macaroni Nardy seguem no posto. Pires é secretário-executivo e tem salário de R$ 19,7 mil. Já Nardy trabalha no gabinete do prefeito e ganha R$ 7,7 mil.

Segundo informações da Folha, Gustavo Garcia Pires contratou ao menos cinco outros amigos, com quem fizeram faculdade e costumam ir junto à balada. A mãe de Pires foi justamente a servidora que pediu demissão após as denúncias. Ela ocupava um cargo na SPTrans e é responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo por ônibus.

O jornal afirmou que, ao questionar a gestão Covas, a resposta foi que a prefeitura lamentava que a reportagem persistisse na “reedição de temas já noticiados e anteriormente esclarecidos”.

“Reafirmamos que os servidores em questão têm currículo compatível com os cargos para os quais foram designados, histórico profissional, capacidade técnica, foram aprovados pelo Comap (Conselho Municipal de Administração Pública), desempenham as funções para as quais foram designados com empenho e eficiência e contribuíram para que a gestão alcançasse 'a melhor avaliação positiva' de 35%, segundo a mais recente pesquisa Datafolha”, diz a nota da prefeitura.

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As nomeações foram feitas antes de Covas assumiu o posto de forma definitiva, quando João Doria (PSDB) deixou a prefeitura para fazer campanha pelo governo do estado.

Gustavo Garcia Pires foi contratado quando Bruno Covas ainda era vice, mas, quando o tucano assumiu o cargo de prefeito, o amigo foi promovido e nomeado para ser o secretário-executivo do gabinete de Covas. O cargo não existia quando João Doria era prefeito.

Pires e Covas são amigos e costumam sair juntos para festas e show, além de já terem viajados juntos para a Croácia.

A prefeitura alega que as contratações são técnicas e feitas dentro da legalidade. Segundo a administração tucana, as opções por essas pessoas são fundamentáveis por se tratarem de casos de confiança.