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Após erupção de vulcão, Tonga pode ficar sem internet por duas semanas

·2 min de leitura
Ondas atingindo a costa da cidade de Suva, em Fiji, depois que uma erupção vulcânica submarina provocou um novo alerta de tsunami em Tonga
Ondas atingindo a costa da cidade de Suva, em Fiji, depois que uma erupção vulcânica submarina provocou um novo alerta de tsunami em Tonga

(AFP PHOTO / @Emosi Keresoni / ESN)

  • Tonga pode ficar mais duas semanas sem internet e telefone

  • País foi atingido por um tsunami depois da erupção de um vulcão submarino

  • Países do Pacífico seguem em alerta; há também blecaute de energia elétrica

Depois de sofrer com a erupção de um vulcão submarino, o arquipélago de Tonga, localizado no Pacífico Sul, pode ficar mais duas semanas sem internet e telefone. Desde sábado (15), quando a tragédia aconteceu, o país segue incomunicável com o restante do mundo.

Segundo a Southern Cross Cable, empresa que administra redes de telecomunicações no Oceano Pacífico, “podem ser necessárias até duas semanas para o conserto" de um cabo que, ao que tudo indica, foi rompido.

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Devido à incapacidade de contatar as autoridades de Tonga, ainda não é possível saber qual o real impacto das ondas de até 1,2 metro que atingiram todo o litoral após a erupção.

Os governos da Austrália e Nova Zelândia enviarão aviões de reconhecimento à ilha nesta segunda-feira (17) e deixaram aeronaves de prontidão com itens de emergência.

Imagens mostram o momento em que o tsunami atinge o país

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a água atingindo uma igreja e várias casas, e testemunhas disseram que cinzas caíram sobre a capital, Nuku'alofa - que fica a apenas 65 km ao norte do vulcão. Além de estarem sem internet e telefone, parte da cidade enfrenta um blecaute de energia elétrica.

A erupção de oito minutos foi tão violenta que chegou a ser ouvida como "sons altos de trovão" em Fiji, a mais de 800 km de distância, segundo autoridades da capital Suva. O governo de Fiji aconselhou as pessoas nas áreas costeiras baixas a saírem e abriu centros de evacuação. Vários países do Pacífico entraram em estado de alerta.

Um dia depois do pico das erupções, a estimativa é de que o número de afetados chegue a 80 mil pessoas (a ampla maioria da população de 105 mil), segundo as sociedades da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês) disseram à BBC. No entanto, não há números oficiais sobre mortos e feridos.

Moradores locais que conseguiram se comunicar com o exterior disseram que a ilha se parece à "superfície da Lua", coberta com uma camada de cinzas vulcânicas, e máscaras faciais se tornaram importantes para prevenir a inalação dessas partículas.

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