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Após alerta da CVM, grupo que buscava pressionar ação da IRB muda de nome

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Site da B3. (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Site da B3. (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

O grupo “Short Squeeze IRB” no Telegram, que buscava repetir o fenômeno ocorrido com as ações da GameStop nos Estados Unidos aqui no Brasil, mudou de nome, e deixou de fora o polêmico termo.

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Agora, o grupo se chama apenas “CPFs do IRB”. A mudança veio depois que a CVM, que regula e fiscaliza práticas possivelmente ilegais e de manipulação no mercado financeiro, alertou que a prática poderia ser enquadrada em crime.

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Nas últimas semanas, o mundo das finanças tem assistido ao fenômeno de um grupo de investidores de varejo nos Estados Unidos que têm pressionado grandes fundos de investimentos com uma estratégia chamada “short squeeze” (algo como “espremer os shorts”), ganhando muito dinheiro no processo.

O termo “short selling” (ou “venda rápida”, em tradução livre) se refere a uma estratégia que se baseia na aposta de que uma determinada ação vai desempenhar mal.

E o “short squeeze” é uma aposta contra a aposta do short selling – ou seja, uma aposta de que a ação está avaliada abaixo do seu verdadeiro valor, e que tem espaço para ganhos.

No caso da GameStop, caso mais famoso que deu o início a toda a avalanche que deixou furiosos os “tubarões” de Wall Street, o short squeeze foi articulado pelo grupo “Wall Street Bets” (“Apostas de Wall Street”) no fórum digital Reddit.

Esses investidores articularam uma compra coletiva das ações da GameStop, a partir da percepção de que havia uma manipulação negativa do preço.

Acontece que, na medida em que o valor da ação sobe, pressionado pelos investidores de varejo, os que apostavam no short selling – geralmente representantes de grandes fundos bilionários – precisam comprar aquela ação, o que faz seu valor subir ainda mais.

Resumo: os “tubarões” perdem, e as “sardinhas” ganham.

No Brasil, a turma do Short Squeeze IRB tentou fazer o mesmo com as ações da resseguradora IRB, mas com o anúncio da CVM, o movimento parece ter perdido um pouco de sua força original.

Atualmente, o grupo no Telegram conta com mais de 40 mil usuários.

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