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Após acordo, líder do #Appletoo deixa a companhia

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Cher Scarlett, uma engenheira da Apple que ajudou a organizar pesquisas de equidade salarial e campanhas anti-assédio/discriminação na empresa. (REUTERS/Yves Herman)
  • Cher Scarlett confirmou que não faz mais parte da companhia, depois de acordo

  • Scarlett afirma que empresa segue com problemas, mesmo após sua saída

  • Movimento #AppleToo busca equidade salarial e campanhas anti-assédio/discriminação

Cher Scarlett, uma engenheira da Apple que ajudou a organizar pesquisas de equidade salarial e campanhas anti-assédio/discriminação na empresa, deixará a empresa e solicitará a retirada de uma reclamação que ela fez ao National Labor Relations Board (ou NLRB), de acordo com um relatório da Bloomberg. A engenheira de software anunciou no Twitter que sexta-feira seria seu último dia na Apple. Os advogados de Scarlett disseram que ela havia chegado a um acordo privado com a empresa, mas ela se recusou a fornecer detalhes sobre os termos quando questionada por veículos da imprensa americana.

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Scarlett está saindo voluntariamente, de acordo com Bloomberg, ao contrário de alguns outros organizadores que foram demitidos da empresa após se manifestarem. Durante seu tempo na Apple, ela foi acusada de vazar informações para a imprensa por outros funcionários, algo que é fortemente desencorajado pela liderança da Apple, e que ela nega fazer.

A acusação que ela pediu que fosse retirada foi feita em setembro, quando Scarlett disse que a Apple tinha “se envolvido em atividades coercitivas e supressivas que permitiram abusos e assédio aos organizadores de atividades combinadas protegidas”, de acordo com a Reuters. Ela fez a reclamação depois que ela e outros na empresa lutaram para conduzir uma pesquisa de equidade salarial para os funcionários da Apple, com a empresa repetidamente fechando suas tentativas. Scarlett também disse à Reuters que a Apple não permitiria que os funcionários criassem uma sala do Slack para falar sobre igualdade de remuneração.

Scarlett afirma que empresa segue com problemas, mesmo após sua saída

Scarlett retirar sua reclamação não deixará necessariamente a Apple livre - a empresa enfrenta uma série de outras reclamações, incluindo denúncias de rescisão indevida de outros funcionários com quem Scarlett trabalhou para organizar o movimento #AppleToo. A ação dos funcionários teve como objetivo obter suporte para funcionários da Apple que sofreram discriminação ou assédio caso as políticas da empresa não o oferecessem.

Os advogados de Scarlett disseram que esperavam que os funcionários da empresa continuassem a se organizar, um sentimento ecoado por outros ativistas que não estão mais com a empresa.

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