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Após ação da tropa de choque dos presídios, visita é suspensa em penitenciária de SP

Ponte Jornalismo
·3 minuto de leitura
Fachada da Penitenciária de Taquarituba, no interior de São Paulo | Foto: Arquivo pessoal
Fachada da Penitenciária de Taquarituba, no interior de São Paulo | Foto: Arquivo pessoal

Por Paulo Eduardo Dias

Familiares de presos que cumprem pena na Penitenciária de Taquarituba, no interior de São Paulo, foram barrados na portaria do presídio no último fim de semana após o local sofrer ação do GIR (Grupo de Intervenção Rápida), a tropa de choque do sistema prisional.

De acordo com mães e esposas dos detentos, a invasão no local na última sexta-feira (12) deixou feridos e um rastro de destruição no raio 6. A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) confirmou a entrada da tropa de choque dos presídios no local para conter um “ato de indisciplina”. A pasta também alegou que a suspensão na visita se deu para “procedimentos de investigação”. Não foi informado se houve feridos durante a ação.

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À reportagem, parentes dos detentos contaram ter sido pegos de surpresa com a suspensão da visita num único raio. Segundo eles, quem chegava no local era alertado por funcionários que não poderia ingressar devido um isolamento imposto por um surto de Covid-19.

No entanto, tal informação dada pelos servidores foi rechaçada no momento em que familiares com presos em outros pavilhões deixavam o presídio. Segundo o relato, foi possível notar colchões e outros pertences de presos espalhados pelo pátio. Detentos de outros raios também contaram que, durante a ação do GIR, foi possível escutar gritos de socorro e sons de tiros de bala de borracha.

De acordo com a esposa de um reeducando que cumpre pena no raio 6, a confusão teve início após os presos se revoltarem no momento que um “funcionário quis levar um detento para o castigo sem motivo, o que fez se recusarem a entrar para a cela enquanto o diretor não fosse até lá”.

A mulher de outro preso, que também preferiu não se identificar por medo de represálias, contou à Ponte que a unidade “não tem um pingo de respeito com a família dos presos”, já que não fornecem informações precisas como tudo ocorreu. “ [Há] presos com ferimentos, alguns se encontram na enfermaria e no castigo e não temos notícia. Tudo que chegou foram recados que eles mandaram por visitantes de outro pavilhão”.

Familiares que ligaram no presídio atrás de informações sobre os presos foram informados que, após a ação do GIR, alguns foram transferidos para uma unidade prisional em Avaré, também no interior.

A denúncia sobre o ocorrido em Taquarituba chegou até a Ponte através da ONG Pacto Social e Carcerário de São Paulo, que acompanha e presta auxílio a presos e seus familiares. Para o vice-presidente da ONG, Geraldo Salles, o que ocorreu lá foi um “ato de truculência e opressão. Um ato praticado por funcionários de forma fora da lei. Um ato que estão tentando justificar com essa ideia de que os presos se recusaram a entrar começando um ato de indisciplina. Mesmo que houvesse esse ato de indisciplina, não existe no ordenamento jurídico brasileiro amparo para eles entrarem e quebrar os presos, dar tiro nos presos. O que praticaram foi um ato de tortura”, afirmou.

A Penitenciária de Taquarituba, localizada a cerca de 320 quilômetros da capital paulista, tem capacidade para 847 detentos, mas atualmente comporta 1.421 homens.

Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária informou “que na sexta-feira (12) presos do pavilhão VI da Penitenciária de Taquarituba começaram um ato de indisciplina, se recusando a irem para suas celas no horário devido. Com isso, foi necessário o acionamento do Grupo de Intervenção Rápida para auxiliar no recolhimento dos presos e na condução dos indisciplinados ao Pavilhão Disciplinar. A visita foi suspensa pontualmente naquela final de semana para que fosse possível realizar os procedimentos de investigação. Salientamos ainda que não há presos com Covid-19 na unidade”.