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Apoiadores de Daniel Silveira dão 'mata-leão' em homem que segurava placa de Marielle Franco em frente à PF no RJ

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
Silveira ficou conhecido ao participar de um evento político em que quebrou uma placa com o nome da vereadora assassinada naquele mesmo ano, em 14 de março (Foto: Reprodução/G1)
Silveira ficou conhecido ao participar de um evento político em que quebrou uma placa com o nome da vereadora assassinada naquele mesmo ano, em 14 de março (Foto: Reprodução/G1)

Um homem que segurava uma placa em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco foi agredido por apoiadores do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) em frente à sede da Polícia Federal, onde o parlamentar está preso desde a noite desta terça-feira (16) por ter feito vídeo atacando com palavrões os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Nas imagens que circulam pelas redes sociais, é possível ver que a confusão começou em frente a uma das entradas da PF quando um dos apoiadores do parlamentar discutiu com o homem que carregava a placa de Marielle e arremessou o objeto para longe.

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Em seguida, o grupo de apoiadores do parlamentar que pediam a soltura de Silveira cercar o homem que segurava a placa. O manifestante, por sua vez, correu em direção à rua para tentar recuperar a placa e se desvenciliar dos ataques.

Neste momento, porém, um dos apoiadores de Daniel Silveira imobiliza o homem com um mata-leão.

De acordo com o G1, a Polícia Militar foi acionada e registrou o ocorrido com fotos. Em seguida, os militares passaram a acompanhar o local de longe.

Na tarde desta quarta-feira (17), por unanimidade, os 11 ministros do STF confirmaram a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira, determinada ontem pelo ministro Alexandre de Moraes.

Placa Marielle Franco

Durante campanha, em 2018, Silveira ficou conhecido ao participar de um evento político em que quebrou uma placa com o nome da vereadora assassinada naquele mesmo ano, em 14 de março.

Ele estava acompanhado do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e do agora deputado estadual pelo mesmo estado, Rodrigo Amorim (PSL).

A morte de Marielle Franco que era socióloga e desenvolvia importante trabalho na defesa dos Direitos Humanos e no combate a violência policial no estado fluminense causou comoção em todo o mundo. Tanto que uma placa em sua homenagem foi colocada por eleitores como protesto. A homenagem ficou meses intacta até a ação de Rodrigo Amorim e Daniel Silveira.

Prisão em flagrante

Silveira foi preso em Petrópolis (RJ) e seria encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense.

De acordo com a decisão, chegou ao conhecimento do STF nesta terça o vídeo publicado pelo deputado em que ele "durante 19 minutos e 9 segundos, além de atacar frontalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal, por meio de diversas ameaças e ofensas à honra, expressamente propaga a adoção de medidas antidemocráticas contra o Supremo Tribunal Federal, defendendo o AI-5".

O Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968, marcou o recrudescimento da repressão na ditadura militar no Brasil.

Moraes diz ainda que Silveira defendeu "a substituição imediata de todos os ministros [do STF]" e instigou "a adoção de medidas violentas contra a vida e segurança dos mesmos, em clara afronta aos princípios democráticos, republicanos e da separação de Poderes".