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Apesar de as UTIs para Covid estarem menos cheias, sanitarista da Fiocruz teme ‘competição por leitos’ no inverno

·3 minuto de leitura

As taxas de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para Covid-19 na rede pública do Brasil são as melhores desde o fim de fevereiro. A maioria dos estados apresentou algum alívio nos índices na semana de 13 a 19 de junho em relação à anterior, e, em 12 deles, a queda foi de pelo menos cinco pontos percentuais. Por outro lado, 14 estados e o Distrito Federal ainda têm ocupação superior a 80%, nível considerado crítico. E a tendência é de alta nos casos, gerando risco de superlotação nos hospitais e aumento das mortes em decorrência da doença nas próximas semanas.

As informações são do boletim semanal do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Especialistas avaliam que o quadro de menor sobrecarga nos hospitais pode ter relação com o impacto da vacinação na redução das internações dos idosos mais velhos, ainda que a proporção da população imunizada seja insuficiente para conter o avanço da pandemia.

O levantamento de 23 de junho mostra que o patamar de novos casos, apesar de elevado, não é o mesmo que foi observado em março e abril, quando houve colapso em hospitais de grande parte do país. O cenário, no entanto, é considerado de “muita incerteza”, e o início do inverno preocupa por favorecer a ocorrência de doenças respiratórias, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul.

O sanitarista Christovam Barcellos, que integra o Observatório, afirma que o inverno preocupa principalmente no Centro-Oeste e no Sul, onde os estados já apresentam cenário crítico de casos e de ocupação de UTIs. A estação costuma ser muito seca e fria nestas regiões, favorecendo a ocorrência de doenças respiratórias. Ele pede um maior foco na testagem para identificar os casos de Covid.

— Muitas pessoas podem ter pneumonia, tuberculose, asma, várias doenças comuns nessa época, e suspeitar de Covid. É hora de incrementar a testagem, principalmente no Sul e no Centro-Oeste, para separar os casos graves de Covid dos que podem ser tratados em casa. Pode ocorrer uma competição por leitos — explica o sanitarista da Fiocruz, que destaca a importância do investimento na atenção primária à saúde, para fazer a triagem dos casos graves, e avalia que as regiões precisam adotar medidas de restrição adaptadas às suas particularidades.

Segundo a Fiocruz, o país registra a terceira semana consecutiva de aumento de infecções e óbitos pelo coronavírus. Barcellos afirma que na última semana houve crescimento, especialmente dos casos, de 9% em relação à anterior:

— Tivemos um aumento muito forte de todos os indicadores em março, diminuiu um pouco e agora aumenta um pouco. A média é de 72.700 infecções por dia. Nas mortes, o crescimento foi um pouco menor, de 6%, mas com média de 2.070 óbitos por dia.

O fato de as UTIs estarem com as taxas de ocupação menores não significa que é momento de relaxar.

— É um alento, mas estamos saindo do muito ruim para o ruim. Em meados de março praticamente todo o país estava (com ocupação de leitos de UTI de Covid na Rede SUS) acima de 80%, e grande parte acima de 90%, essa semana tivemos uma melhora — compara a responsável pela coleta dos dados do boletim, a pesquisadora Margareth Portela, que alerta para o risco de haver piora: — Como não estamos em uma situação confortável, se há aumento de casos, pode aumentar também a ocupação nas próximas semanas, e não temos um alívio suficiente no sistema de saúde para incorporá-los (os novos pacientes) facilmente.

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