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Apesar de quedas nos EUA, Bolsa sobe 0,8% e se aproxima dos 100 mil pontos

JÚLIA MOURA
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

JÚLIA MOURA

SÃO PAULO

Ações em Wall Street recuam após resultados de bancos; dólar sobe para R$ 5,60

(FOLHAPRESS) Em 14/10/2020 18h59

Apesar da queda dos índices americanos nesta quarta-feira (14), a Bolsa brasileira conseguiu manter a trajetória de recuperação após as quedas de agosto e setembro. O Ibovespa fechou em alta de 0,8%, a 99.334 pontos. Este é o maior patamar desde 17 de setembro, quando a Bolsa estava a 100 mil pontos.

O índice brasileiro foi impulsionado pela alta de 9,2% nas ações da JBS, a R$ 21,48, após o braço americano da empresa firmar acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, declarando-se culpada de violar legislação americana contra corrupção com pagamento de multa de cerca de US$ 128 milhões (R$ 717 milhões).

O acordo retira parte de incertezas que pairavam sobre os planos da JBS em abrir capital de suas operações internacionais nos EUA.

Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da B3; Ibovespa se aproxima dos 100 mil pontos Diego Padgurschi /Folhapress Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da B3 **** Conforme a agenda política se enfraquece com eleições, investidores focam nos resultados do terceiro trimestre, que começaram a ser divulgados nos Estados Unidos, com queda de

lucro nos grandes bancos, derrubando índices americanos.

Comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, de que um acordo provavelmente não seria alcançado antes do pleito fragilizaram ainda mais o sentimento.

"Eu diria que ter algo antes das eleições e executá-lo seria difícil apenas considerando onde estamos e o nível de detalhe, mas vamos tentar continuar a trabalhar nessas questões", afirmou Mnuchin nesta quarta.

O S&P 500 recuou 0,66%, Dow Jones 0,58% e Nasdaq, 0,8% com a falta de acordo entre republicanos e democratas para um novo pacote de estímulo. O viés negativo levou o dólar a se fortalecer. A moeda fechou em alta de 0,4%, a R$ 5,6030, maior valor desde a quarta passada (7), quando foi a R$ 5,6230.

Nesta quarta, Bank Of America, Wells Fargo e Goldman Sachs divulgaram os resultados do terceiro trimestre. Enquanto o lucro dos dois primeiros caiu, o do terceiro quase dobrou.

O BofA foi atingido por maiores provisões para perdas com crédito e um declínio na receita, o que levou o lucro líquido a cair 15,8% para US$ 4,44 bilhões (R$ 24,77 bilhões), de US$ 5,27 bilhões (R$ 29,4 bilhões) um ano antes.

O Wells Fargo teve uma queda de 56% em seu lucro com aumento de despesas. O banco lucrou US$ 2 bilhões (R$ 11,2 bilhões) no terceiro trimestre e não vê uma recuperação da receita o curto prazo e pretende fazer demissões para reduzir custos.

Já o Goldman Sachs teve um salto de 29% na receita de negociações de ativos, uma vez que os volumes do mercado financeiro quebraram recordes em uma recuperação após o tombo pressionado pelo coronavírus. O lucro do banco superou expectativas e subiu 94% no trimestre, para US$ 3,5 bilhões de 1,8 bilhão em 2019.

Ao contrário de rivais como JPMorgan e BofA, o Goldman tem um negócio de varejo relativamente pequeno, o que o protegeu de inadimplências de empréstimos durante a pandemia.

No Ibovespa, a CSN abre a temporada na quinta-feira (15), após o fechamento do mercado. As ações da companhia subiram 0,5%, a R$ 18,40.

Já os papéis da Petrobras cederam mesmo com a alta do petróleo no exterior. Os preferenciais (mais negciados) caíram 0,8%, a R$ 19,97, e os ordinários (com direito a voto), 0,6%, a R$ 20,01. Já a PetroRio disparou 8%, a R$ 38,38, com analistas citando dados recentes de exportações de petróleo pelo estado do Rio de Janeiro.

Outra forte alta do dia foi da Rumo, que subiu 5,5%, a R$ 18,93.

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