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Apesar de PIB, Ibovespa recua com apreensão sobre desaquecimento global; IRB desaba

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta quinta-feira, sucumbindo ao exterior negativo, que ofuscava o crescimento acima do esperado da economia brasileira no segundo trimestre, enquanto IRB desabava antes de precificar oferta bilionária de ações.

Às 11:47, o índice de referência do mercado acionário brasileiro caía 0,95%, a 108.481,09 pontos. O volume financeiro somava 9,6 bilhões de reais.

Na máxima, o Ibovespa chegou a subir 0,5%, a 110.063,39 pontos, quando prevaleceu a repercussão do PIB brasileiro, que cresceu 1,2%, acima da expectativa de expansão de 0,9% em pesquisa Reuters.

"A economia teve um desempenho surpreendentemente bom durante o primeiro semestre de 2022, apesar do aperto significativo das condições financeiras e da aceleração da inflação", afirmou o Goldman Sachs, em relatório a clientes.

Após os dados, Alberto Ramos, diretor do grupo de pesquisa macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs, revisou sua previsão para o PIB no ano e agora estima crescimento de 2,9%, em relação a 2,2% previsto antes. Para 2023, ainda prevê uma expansão de apenas 1%.

A piora na bolsa paulista seguiu a abertura dos pregões em Nova York, onde o S&P 500 agora recuava 1,25%, sem trégua nos receios com o ritmo das economias norte-americana e global, com pesquisas sobre a atividade industrial no radar.

Agentes financeiros também estão na expectativa da divulgação do relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos previsto para a sexta-feira.

Na visão do Departamento de Economia do Bradesco, chefiado por Fernando Honorato Barbosa, uma eventual surpresa para cima nos dados de agosto poderia justificar uma elevação na taxa de juros mais intensa que o esperado pelo Federal Reserve.

"Investidores seguem cautelosos com a condução de política monetária pelo Fed", observou em relatório a clientes.

A B3 também divulgou pela manhã a última prévia do Ibovespa que irá vigorar a partir de segunda-feira, mantendo a inclusão das ações de Arezzo, Raízen e São Martinho e saída dos papéis de JHSF.

DESTAQUES

- IBR BRASIL ON desabava 7,32%, a 1,52 reais, tendo no radar a precificação de uma oferta de 1,2 bilhão de reais em ações prevista para essa quinta-feira. No pior momento, a ação da resseguradora caiu para 1,48 reais, mínima histórica.

- VALE ON perdia 2,71%, a 62,75 reais, conforme os preços do minério de ferro fecharam em baixa na Ásia, na esteira de preocupações com novas restrições da Covid-19 e problemas no setor imobiliário na China.

- PETROBRAS PN tinha acréscimo de 0,24%, a 33,31 reais, apesar de mais uma sessão de queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A companhia também anunciou uma redução de 7% nos preços da gasolina.

- MRV ON avançava 1,75%, a 10,45 reais, com papéis de construtora entre as maiores altas. Analistas do JPMorgan afirmaram que estão ficando mais otimistas com o setor, elevando os preços-alvo de várias empresas e preferindo aquelas com foco na baixa renda.

- ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,72%, a 25,61 reais, em dia de evento do banco com investidores. No setor, BRADESCO PN perdia 1,37%, enquanto BANCO DO BRASIL ON tinha variação negativa de 0,36%.