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Apesar da pandemia, transporte sobre trilhos projeta alta em investimentos

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**ARQUIVO** ANÁPOLIS, GO, 11.05.2017 - Ferrovia em Anápolis (GO). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
**ARQUIVO** ANÁPOLIS, GO, 11.05.2017 - Ferrovia em Anápolis (GO). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar dos reflexos provocados pela pandemia da Covid-19 no transporte de passageiros sobre trilhos, a expectativa do setor é que 2021 seja um ano de crescimento nos investimentos ferroviários no país.

De acordo com a ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), o setor ainda estará em crise no decorrer deste ano, já que não há perspectiva de retomada expressiva da demanda.

Até a última sexta-feira (14), por exemplo, os trens do Rio, operados pela SuperVia, deixaram de transportar 98,06 milhões de passageiros na pandemia. Na quinta-feira (13), foram transportados 51,6% menos passageiros em relação a uma quinta-feira antes da pandemia.

De acordo com a associação, há a perspectiva de investimentos para a continuidade de obras em São Paulo, Bahia, Ceará e no Distrito Federal, além do início das obras do monotrilho de Salvador, do trecho 2 do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista e da expansão da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) Natal.

“Temos uma rede muito pequena, muito acanhada, face a necessidade que temos no país. Há mais de 25 regiões metropolitanas, com mais de 1 milhão de habitantes cada, mas os investimentos não acompanham”, afirmou Joubert Fortes Flores Filho, presidente da ANPTrilhos.

Enquanto em 2020 os investimentos não representaram 6 quilômetros de expansão da malha ferroviária urbana, neste ano há algumas possibilidades, porém voltadas a possíveis concessões a serem feitas por governos estaduais.

“São os casos das concessões das linhas 8 e 9, o VLT de Brasília e o Trem Intercidades”, disse.

Em relação às inaugurações, estão previstos para 2021 um novo trecho com 1,5 quilômetro de vias e 1 estação (Vila Sônia) na Linha 4-Amarela, outro de 1,8 quilômetro e 1 estação (Jardim Colonial) na Linha 15-Prata, e 2,5 quilômetro e 1 estação (Mendes – Vila Natal) na Linha 9-Esmeralda, todas em São Paulo.

Isso totaliza 5,8 quilômetros e três estações, conforme a associação.

Os trens e metrôs bateram recorde negativo de passageiros transportados no ano passado, o primeiro no qual o país teve de conviver com a pandemia da Covid-19, e também não aumentaram a oferta de linhas ou quilometragem das rotas já existentes.

De cerca de 11 milhões por dia útil em 2019, o total caiu para 5,8 milhões no ano passado, segundo relatório anual da ANPTrilhos.

Com isso, a queda na quantidade de passageiros que utilizaram os sistemas em 2020 chegou a 46,7% em comparação com o ano anterior, a maior redução já registrada.

Se for considerado apenas o período de restrições adotadas por conta da pandemia do novo coronavírus no ano passado -março a dezembro-, o desempenho é ainda pior e chega a 55,9% de retração em relação ao mesmo intervalo de 2019.