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Apesar do alto preço, abastecer com GNV ainda é a melhor opção financeiramente

·4 min de leitura

Cinco anos atrás, quem abastecia o carro com GNV pagava menos de R$ 2 pelo metro cúbico do combustível. Agora, o preço nos postos mais do que dobrou. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 3 e 9 de outubro, o brasileiro pagou, em média, R$ R$ 4,131/m³. Apesar do alto custo, essa segue sendo a opção mais vantajosa financeiramente frente à gasolina, que custa em torno de R$ 6,117 no país (média), e do etanol, que é comercializado a R$ 4,77.

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O diretor do Comitê Nacional do GNV, Gabriel Kropsch, defende que nunca esteve tão favorável abastecer com gás como agora. Além da ampla diferença de preço para as demais opções, o GNV rende mais.

Para comparar adequadamente, o consumidor deve fazer o cálculo do custo por quilômetro rodado. Cálculos da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) mostram que se um carro percorre 10,7km por litro e 13,2km por metro cúbico, por exemplo, o condutor vai gastar, no Rio de Janeiro, R$ 0,63 se abastecer com gasolina e R$ 0,31 se optar pelo gás. Ou seja, o GNV é 52% mais barato do que a gasolina.

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— É importante o consumidor fazer essa conta corretamente e calcular também em quanto tempo irá recuperar o investimento da instalação do kit-gás. Um motorista de aplicativo, que roda muito, recupera em poucos meses — afirma Kropsch.

Por meio de um simulador disponível no site da Naturgy, é possível descobrir em quanto tempo o motorista tem o retorno do valor investido para a instalação. Considerando um kit no valor de R$ 3.500, quem roda mil km por semana pode ter a compensação entre 9 e 11 meses. Já quem usa bastante o carro, rodando cerca de 3 mil km semanais, pode ter o retorno mais rapidamente, em cerca de três meses.

O gerente da rede de instalação de GNV Inove Gás, Márcio Paschoal, de 53 anos, diz que é possível optar por um kit da terceira geração, que sai, em média, por R$ 2.700, ou por um da quinta geração, vendido por cerca de R$ 3.750. Ele ainda conta que, nos últimos três meses, a demanda pela conversão quase dobrou nas lojas da rede.

— Muita gente está migrando para aplicativo porque ficou desempregado. As pessoas rodam uma semana na gasolina e percebem que não têm lucro nenhum, então sentem a necessidade de colocar o kit-gás — comenta Paschoal: — Também temos muitos clientes que começaram a fazer entregas de sites como Mercado Livre usando carro próprio ou que migraram para empregos onde precisam usar o veículo.

Confira:

Para quem não tem condições de pagar à vista ou limite disponível no cartão, a empresa oferece parceria com uma financeira. Assim, o interessado instala o kit-gás e depois acerta o empréstimo, com juros, com a instituição.

O presidente Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Rio de Janeiro (Sindirepa RJ), Celso Mattos, diz que é comum ter aumento de demanda pela instalação de kit-GNV no fim do ano, já que aqueles que fazem conversão até 31 de dezembro ganham desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do ano seguinte no Rio de Janeiro. No entanto, o interesse dos consumidores tem sido tão grande que novas empresas estão sendo abertas de olho nesse mercado.

— A diferença do GNV para a gasolina costumava ser de aproximadamente R$ 2,30. Agora, já é possível encontrar postos com R$ 3 de diferença entre os combustíveis. Então, vale muito a pena — opina.

Gabriel Kropsch, do Comitê Nacional do GNV, alerta que é preciso encontrar uma oficina certificada pelo Inmetro para fazer a conversão:

— A gente tem feito o acompanhamento dos acidentes, e todos foram oriundos de conversões ilegais. Por uma vantagem de R$ 300, a pessoa expõe a si mesmo e a própria família ao risco.

O Diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça, afirma que já estão sendo fabricados carretas e caminhões no Brasil que podem usar GNV como combustível. Além de ser benéfico para o bolso dos condutores, a substituição do diesel contribuiria para a redução do frete pago no transporte de mercadorias.

— Isso já é usado nos Estados Unidos e na Europa. Ainda não temos como fazer a conversão de um caminhão, como ocorre no carro. Então, o aumento da frota de caminhões rodando com GNV se dará com o tempo, pela troca dos veículos — explica Mendonça.

O diretor chama a atenção que, para além de um benefício financeiro, o GNV contribui com o meio ambiente por ser um combustível menos poluente.

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