Mercado abrirá em 1 h 56 min
  • BOVESPA

    115.062,54
    -1.118,01 (-0,96%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.192,33
    +377,16 (+0,73%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,52
    -0,09 (-0,12%)
     
  • OURO

    1.779,50
    -15,30 (-0,85%)
     
  • BTC-USD

    47.841,52
    +278,07 (+0,58%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.228,73
    +31,52 (+2,63%)
     
  • S&P500

    4.480,70
    +37,65 (+0,85%)
     
  • DOW JONES

    34.814,39
    +236,82 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.047,49
    +31,00 (+0,44%)
     
  • HANG SENG

    24.667,85
    -365,36 (-1,46%)
     
  • NIKKEI

    30.323,34
    -188,37 (-0,62%)
     
  • NASDAQ

    15.471,50
    -32,50 (-0,21%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1446
    -0,0514 (-0,83%)
     

Aperto monetário na AL pode não ser suficiente contra inflação

·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando se trata de aumentar os juros para esfriar a inflação impulsionada pela pandemia, bancos centrais da América Latina têm liderado o aperto monetário global. Também estão entre os com menos ferramentas para essa tarefa.Alguns países da região, incluindo Brasil e México, as maiores economias, têm elevado as taxas de juros desde março. O aperto monetário tem sido mais intenso do que em outros países porque a aceleração da inflação, um problema em quase todos os lugares no momento, é especialmente forte na região.

Mas economistas dizem que há limites para o que pode ser conseguido com os aumentos dos juros, devido a um cenário que torna a América Latina um lugar excepcionalmente desfavorável para usar a política monetária como ferramenta de combate à inflação.Partes da economia operam na informalidade, com baixos níveis de empréstimos - muitas pessoas nem mesmo têm contas bancárias -, portanto, aumentar o custo do crédito tem menos impacto sobre a demanda. A política tende a ser volátil, e os problemas frequentemente eclipsam os ajustes de política monetária dos bancos centrais aos olhos dos mercados.

Histórico ruim

Além disso, muitas vezes há um histórico bastante recente de inflação alta que deixa investidores e a população sempre cautelosos em relação ao aumento dos preços, especialmente quando governos elevam os gastos, como ocorreu na maioria dos países da América Latina durante a pandemia.

Bancos centrais às vezes precisam pisar no freio com mais força do que gostariam quando políticas fiscais seguem na direção oposta - e algumas autoridades monetárias da América Latina têm um longo caminho a percorrer para convencer investidores de que possuem autonomia em relação aos políticos. Em qualquer caso, grande parte das pressões inflacionárias atuais é impulsionada por forças - como problemas causados pela pandemia nas cadeias de suprimentos ou aumento dos preços das commodities - que estão além do controle dos bancos centrais.

‘Não tão relevante’

Todas as autoridades monetárias da região enfrentam alguma combinação desses problemas.

No México, o governo manteve o plano de austeridade durante a pandemia, e o cenário político está razoavelmente estável. Ainda assim a inflação se acelerou, levando o banco central a elevar os juros duas vezes este ano. A autoridade monetária não espera atingir a meta de inflação de 3% antes do início de 2023, e a grande economia informal do país pode ser uma das razões.

No Brasil, o real se fortaleceu frente ao dólar após o surpreendente aumento da Selic em 0,75 ponto percentual em março. Mas, desde junho, a moeda americana ganhou força novamente, embora o Banco Central tenha continuado a elevar os juros. Investidores continuam preocupados com um possível descumprimento do teto de gastos em meio aos planos do presidente Jair Bolsonaro de expandir programas sociais. E as tensões aumentaram ainda mais esta semana com as manifestações convocadas por Bolsonaro e o confronto com o Supremo Tribunal Federal. “O ruído político e a possibilidade de ir acima do teto de gastos impedem o fortalecemento do real”, disse José Júlio Senna, ex-diretor do BC e atualmente chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre/FGV. “Portanto, a política monetária perde um canal de transmissão muito importante.”

‘Não é óbvio’

O Chile, o país mais rico da América do Sul e geralmente um dos mais tranquilos, foi atingido por protestos nos últimos dois anos. Também teve um gasto relativamente alto com a pandemia, e o Congresso tem buscado outra forma de estímulo ao permitir saques antecipados dos fundos de pensão. Esse cenário aumenta os riscos de inflação, alerta o presidente do banco central do Chile, Mario Marcel, que surpreendeu os mercados na semana passada com um aumento maior do que o esperado da taxa de juros. Os preços ao consumidor superaram as previsões nos últimos dois meses.“Quando as instituições e as bases da política econômica não são fortes, os bancos centrais são obrigados a aumentar as taxas de juros antes do tempo, como está acontecendo hoje”, disse Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citigroup.“Chamamos isso de dilema da América Latina”, disse. “Não é óbvio como isso será resolvido.”

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos