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Mesmo com caos no Amapá, ministro elogia setor elétrico no Brasil: "ninguém está livre de apagão"

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Moradores do Amapá enfrentam dificuldade para armazenar alimentos e adquirir água potável - Foto: Luiza Nobre/Getty Images
Moradores do Amapá enfrentam dificuldade para armazenar alimentos e adquirir água potável - Foto: Luiza Nobre/Getty Images

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, elogiou o sistema de energia elétrica do Brasil mesmo com o caos instaurado por um apagão ocorrido no Amapá no dia 3 de novembro, que ainda não foi totalmente revertido.

"O sistema está muito mais sólido e menos vulnerável, apesar do que ocorreu no Amapá, o que considero inaceitável e inadmissível. Durante a pandemia, o setor se mostrou muito resiliente. Tivemos um apagão em Santa Catarina nesse período que foi restabelecido em 14 horas. Isso mostra que o sistema é bastante confiável", disse ele em entrevista à Jovem Pan.

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Há uma semana, o Amapá sofre com a falta de energia elétrica que ainda não tem motivo confirmado. Mesmo diante da demora no restabelecimento da luz no estado, Albuquerque afirmou que nenhum sistema está isento de falhas.

"Poucos países têm uma estrutura como a nossa. Os EUA não têm, cada estado tem sua própria autonomia energética. Tivemos apagão durante a pandemia na Califórnia, então ninguém está livre de apagão por mais desenvolvido que seja. O nosso sistema, que é complexo, tem funcionado bem. São mais de 160 mil quilômetros de linha de transmissão. Nossas gerações hidrelétricas vêm principalmente da região norte. O centro de carga está na região sudeste. Por isso que temos que ter tantas linhas de transmissão. A geração eólica, por exemplo, abastece todo nordeste, mas não venta o tempo todo. É preciso termos várias linhas para manter o sistema equilibrado, resiliente e, principalmente, com segurança", afirmou ele.

Segundo o ministro, 70% da carga normal do sistema elétrico está mantida no Estado. O restabelecimento total, ainda de acordo com Albuquerque, deve acontecer nos próximos sete dias.

O ministro salientou que o motivo do apagão no Amapá ainda é desconhecido e que 70% da carga normal do sistema elétrico está mantida. O restabelecimento total, afirmou ele, deve acontecer nos próximos sete dias.

"Nós acreditamos que até quarta-feira chegaremos a 80%, assim que os geradores que estão sendo transportados chegarem. Acreditamos que em mais sete dias estaremos com a sua carga em sua plenitude", disse.

Albuquerque pediu cautela na busca para entender uma razão, mas garantiu que os procedimentos de apuração já foram iniciados. Ele ainda mencionou a possibilidade de cassação da concessão da Isolux, empresa responsável pela subestação de energia que pegou fogo e ocasionou o apagão.

"As causas estão sendo apuradas pela ONS (Operadora Nacional do Sistema), a quem cabe verificar a chamada perturbação, que são procedimentos rotineiros. Será feito um relatório para determinar a causa. Por outro lado, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a quem cabe fiscalizar, já iniciou os procedimentos administrativos que poderão levar até a cassação da concessão da empresa, mas temos que fazer com cautela, analisar as causas, apurar as responsabilidades", disse Albuquerque à Jovem Pan.