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Apagão atinge consumidores em diversos estados

·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma falha na linha de transmissão que transporta energia da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, interrompeu o fornecimento de energia em diversos estados no fim da manhã desta sexta (28). As causas estão sendo investigadas.

Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o problema começou às 11h06, com o desligamento de uma das duas linhas que trazem energia de Belo Monte para a região Sudeste. A segunda linha caiu às 11h26, derrubando sete turbinas da usina.

Para evitar que a perturbação se alastrasse, o ONS acionou o esquema de redução de carga, que prevê o desligamento de 7% da carga das distribuidoras de eletricidade. O operador não informou, porém, quantos consumidores foram afetados.

Conhecido como Erac, esse procedimento tem o objetivo proteger o sistema elétrico em caso de perturbações, reduzindo a demanda de energia de forma coordenada e evitar que o problema se alastre, derrubando usinas geradoras.

O ONS não informou a extensão do problema. Distribuidoras ouvidas pela reportagem confirmaram que houve impactos ao menos em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A EDP, por exemplo, disse que 210 mil clientes em São Paulo e cinco indústrias no Espírito Santo foram afetados.

Segundo o ONS, houve um corte de 3,4 mil MW (megawatts) na carga do sistema elétrico brasileiro -pouco antes do incidente, o sistema operava com 74 mil MW.

O operador diz que "avaliará as causas da ocorrência junto aos agentes envolvidos e, posteriormente, fará um Relatório de Análise da Perturbação".

A linha é operada pela BMTE (Belo Monte Transmissão de Energia), controlada pela chinesa State Grid. Em nota, a empresa disse que suas equipes "estão investigando as razões do ocorrido".

As linhas de transmissão de Belo Monte passaram por outro desligamento em 2018, quando a companhia afirmou que a operação é prejudicada por atrasos em outras instalações que ajudariam a escoar a energia da usina.

O incidente deixou 70 milhões de pessoas sem luz e, segundo relatório do ONS, foi provocado por falha humana na programação de um disjuntor da subestação Xingu, parte do sistema de escoamento da energia da usina.

O apagão ocorre um dia depois de o governo decretar emergência hídrica na bacia do rio Paraná, diante das baixas expectativas de chuvas nos próximos meses, e anunciar novas medidas para tentar poupar água nos reservatórios.

Nesta quinta (27), o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) propôs a flexibilização de restrições operacionais em importantes barragens para tentar evitar a perda de água e discutiu a criação de um comitê para acompanhar a crise.

Segundo o ONS, o volume de chuva se manteve abaixo do normal em maio, e o país entra no período seco em situação delicada no que se refere a oferta de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

A seca projetada para o período de setembro a maio é a pior em 91 anos. Para contornar o problema, o operador do sistema vem acionando o maior volume de energia térmica possível, o que deve manter as tarifas mais caras até o fim do ano, segundo especialistas.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a BMTE.