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Após um mês, barco onde estava ex-casal morto em Angra do Reis segue desaparecido

·3 minuto de leitura

RIO — Após um mês, o barco onde estava o ex-casal Leonardo de Andrade, de 50 anos, e Cristiane Nogueira, de 48 anos, continua desaparecido em Angra dos Reis, Costa Verde fluminense. De acordo com o delegado Vilson de Almeida Silva, titular da 166ª DP (Angra), responsável pelas investigações, as condições marítimas e climáticas não contribuem para a busca e o resgate. Na última semana, a Marinha do Brasil descartou operações para encontrar a embarcação. De acordo com a Capitania dos Portos, por conta profundidade superior a 30 metros, o casco naufragado não constituiria risco à segurança da navegação. Além disso, a localização exata do barco ainda não foi confirmada por mergulhadores.

— Não conseguimos encontrar o barco ainda. A água ali em Angra está muito escura. Além disso, o tempo não está ajudando — diz o delegado, que chegou a buscar a ajuda da iniciativa privada para essa ação.

Em outra ocasião, o delegado já havia reforçado a importância de localizar a embarcação para saber o que causou a morte do ex-casal:

— Vamos aguardar o resgate do barco para saber o que ocorreu.

Segundo a Marinha, o proprietário do barco será notificado para que preste esclarecimentos assim que a embarcação seja encontrada, além de ter que providenciar a reflutuação da mesma. Leonardo e a ex-mulher passavam um fim de semana juntos e tentavam uma reconciliação. Eles pegaram a embarcação, que já havia sidodo empresário, emprestada de um amigo e disseram que veriam o pôr do sol numa ilha próxima.

O corpo de Leonardo foi encontrado por pescadores próximo à Praia do Provetá, em Ilha Grande, no último dia 15. De acordo com o delegado, a identificação do empresário foi possível por conta dos documentos encontrados junto ao cadáver. A causa da morte foi apontada como afogamento após perícia realizada no Instituto Médico-Legal. Já o corpo de Cristiane estava na Restinga de Marambaia, Zona Oeste do Rio, também com indícios de afogamento, e foi resgatado em 29 de agosto.

No último dia 2, uma boia foi encontrada pela Capitania do Portos, também na Restinga da Marambaia. A confirmação de que o objeto pertence à traineira onde estava o casal foi feita pela polícia. Uma janela compatível com a da embarcação também foi localizada no mar.

A polícia obteve imagens de câmeras de segurança da área externa da casa onde estavam Leonardo e Cristiane pouco antes de saírem para o passeio no mar. As gravações mostram o momento em que o casal deixa o imóvel, pouco depois das 17h do dia 22 de agosto. A filmagem mostra Leonardo saindo da casa primeiro. Cristiane vem em seguida e deixa o local após trancar uma porta. Os dois caminham em direção ao mar. Segundo depoimentos, o empresário tinha conhecimentos de navegação.

Segundo o delegado, a distância entre os dois corpos, de quase 50 quilômetros traçados em linha reta, pode ser explicada pela presença de fortes correntes marítimas que existem na região da Costa Verde onde provavelmente Leonardo e Cristiane afundaram em 22 de agosto.

— A região da Praia do Provetá fica voltada para o mar, com muitas correntes marinhas ali — explica o delegado.

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