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Após trazer amostras da Lua, Chang'e 5 começa a estudar o Sol

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

O orbitador da missão Chang'e 5 já está posicionado no Ponto de Lagrange 1 (L1), uma área específica gravitacionalmente estável entre a Terra e o Sol. O objetivo é usar a nave — que realizou com sucesso sua missão principal de trazer amostras da Lua ao nosso planeta — para estudar a estrela do Sistema Solar sem precisar deixar a órbita terrestre.

Pontos de Lagrange são posições especiais de um sistema orbital entre dois corpos massivos, que no caso são a Terra e o Sol. As forças gravitacionais das massas desses objetos cancelam a aceleração centrípeta, o que é muito útil para os satélites, por exemplo. Isso porque se um corpo pequeno está sob a influência gravitacional de dois corpos grandes, a tendência é que ele permaneça em repouso em relação a eles.

No total, são cinco pontos no sistema Sol-Terra, cada um determinando onde ocorre uma intersecção gravitacional que corresponde à força centrípeta necessária para que um objeto pequeno possa se mover “em repouso”. Como resultado, as agências e empresas espaciais conseguem reduzir o consumo de combustível de suas naves e satélites. No caso do L1, a velocidade angular dele será igual à do planeta, ou seja, ambos orbitarão juntos ao redor do Sol.

Este gráfico ilustra os cinco Pontos de Lagrange. O L1 fica exatamente entre a Terra e o Sol, neste caso ilustrado para mostrar a posição do satélite DSCOVR (Imagem: Reprodução/NOAA)
Este gráfico ilustra os cinco Pontos de Lagrange. O L1 fica exatamente entre a Terra e o Sol, neste caso ilustrado para mostrar a posição do satélite DSCOVR (Imagem: Reprodução/NOAA)

De acordo com a China Aerospace Science and Technology Corp. (CASC), fabricante do orbitador, a Chang'e-5 entrou no ponto L1 na manhã do dia 15 de março. A nave realizará uma série de testes e observações do Sol enquanto estiver por ali, mas pode ser que o tempo em órbita solar não seja muito longo. É que o Centro de Controle Aeroespacial de Pequim considera a possibilidade de novas missões estendidas para a nave. De qualquer forma, a China alcançou uma nova conquista, já que a Chang'e-5 é a primeira nave do país a se mover no lado interno da órbita terrestre.

Enquanto estiver na posição L1, o orbitador poderá fazer suas observações com o mínimo de manutenção da equipe de controle da missão, salvo pequenas correções de órbita para manter a estabilidade da nave. Uma das vantagens dessa posição é que a Chang’e-5 estará sempre “de frente” para o Sol, que é atualmente seu objeto de estudo. As próximas missões do orbitador podem incluir uma visita ao ponto L4 ou L5, que são bem mais estáveis ​​do que os demais pontos de Lagrange.

Nos pontos L4 ou L5, a Chang’e-5 poderia procurar por asteroides troianos da Terra, por exemplo. Trata-se de corpos menores do Sistema Solar que orbitam o Sol nesses pontos, portanto, em órbita semelhante à da Terra. No geral, os pesquisadores tendem a procurar asteroides em outras regiões, então é uma boa oportunidade para conhecer um pouco melhor esses objetos vizinhos.

Fonte: Canaltech

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