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Após três semanas em alta com incerteza fiscal, dólar recua para R$ 5,53

JÚLIA MOURA
·5 minutos de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-20109 - Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-20109 - Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após subir 6% nas últimas três semanas, o dólar cedeu 2,4%, na semana encerrada nesta sexta-feira (9). No pregão desta sexta, moeda caiu 1,09%, a R$ 5,5270, menor valor desde 24 de setembro. O turismo está a R$ 5,67.

Assim como o real, a Bolsa brasileira se recuperou nesta semana. Após cinco semanas em queda, voltou a subir, com alta de 3,7% no período. Nesta sexta, porém, recuou 0,44%, a 97.438 pontos, com a cautela de investidores pré-feriado de Nossa Senhora Aparecida, na segunda (12).

O alívio no mercado brasileiro vem após preocupação de investidores com o possível aumento de gastos do governo para financiar o Renda Cidadã, substituto do Bolsa Família, ou em uma ampliação do auxílio emergencial.

Nos últimos dias, porém, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou a autoridade do ministro Paulo Guedes (Economia), que teria a última palavra sobre o Renda Cidadã e Guedes reiterou que o auxílio emergencial termina em setembro.

Nesta sexta, o presidente afirmou que o auxílio emergencial não será pago para sempre e que, apesar do valor baixo para os beneficiários, é muito caro para a União.

Segundo analistas, outro ponto favorável foi reaproximação do ministro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em evento na quinta (8), o deputado e o ministro prometeram voltar a trabalhar juntos na agenda econômica. Segundo Maia, a prioridade, agora, é votar a PEC Emergencial, que cria mecanismos de ajuste fiscal.

Nas últimas semanas, ambos trocaram críticas públicas, levantando a preocupação de investidores quanto à agenda de reformas.

Com a redução do risco fiscal, o risco-país medido pelo CDS de 5 anos caiu 12,2% na semana, para 217 pontos, menor valor em duas semanas.

O CDS funciona como um termômetro informal da confiança dos investidores em relação a economias, especialmente as emergentes. Se o indicador sobe, é um sinal de que os investidores temem o futuro financeiro do país, se ele cai, o recado é o inverso: sinaliza aumento da confiança em relação à capacidade de o país saldar suas dívidas.

O viés positivo no exterior também contribuiu para a melhora brasilera. Após cancelar as negociações por mais estímulos fiscais, o presdente Donald Trump voltou atrás.

Democratas e republicanos seguem as tratativas para um novo pacote trilionário, sem um acordo à vista. Apesar do fracasso das negociações desta sexta entre a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, as Bolsas em Nova York fecharam em alta.

O índice S&P 500 subiu 0,88% e o Dow Jones, 0,57%. Nasdaq teve alta de 1,39%.

Com um maior otimismo dos investidores, o dólar, ativo de segurança, perdeu força ante as maior parte das divisas globais. Dentre emergentes, o real teve o segundo melhor desempenho ante a moeda americana na sessão, atrás apenas do renminbi chinês.

Os mercados emergentes, como o Brasil, podem mostrar desempenhos melhores à frente, apontaram analistas do Barclays, segundo os quais investidores estariam dispostos a colocar "dinheiro para trabalhar" conforme crescem perspectivas de uma eleição não contestada nos EUA.

"Enquanto isso, há sinais iniciais de uma melhora da crise de saúde em algumas partes do bloco emergente, visto que os casos de Covid-19 parecem ter atingido o pico em alguns dos países afetados, como Índia e Brasil", disseram.

O Barclays, contudo, ainda vê o real aquém de alguns de seus pares. "Permanecemos comprados em peso mexicano contra real e peso chileno", afirmaram. O real cai 18,7% ante o peso mexicano em 2020.

Na quinta, o Tesouro Nacional vendeu todo o lote de 1 milhão de NTN-F 2031, título prefixado de vencimento mais longo, tradicionalmente demandado por investidores internacionais. O volume disponibilizado foi o maior desde o começo de janeiro e bem acima da média de 255 mil papéis dos dez leilões anteriores.

Na Bolsa brasileira, o destaque do pregão desta sexta foi a MRV, com alta de 8,5%, após a construtora anunciar que suas vendas líquidas atingiram o recorde de R$ 1,97 bilhão no terceiro trimestre, alta de 41% ante mesma etapa de 2019. Na esteira, a concorrente Cyrela subiu 4,6%, a R$ 26,23.

O Magazine Luiza teve alta de 6,8%, a R$ 98,15, após os acionistas da empresa aprovaram, em assembleia, o desdobramento das ações de uma para quatro em 14 de outubro. A divisão irá reduzir o preço de cada papel e ampliar o acesso do pequeno investidor à empresa.

Já a Gol avançou 3,2%, depois de afirmar que ampliou a oferta de assentos em outubro, após forte expansão de venda de bilhetes em setembro. A empresa também disse que deve fechar o terceiro trimestre com prejuízo e que seguirá queimando caixa no quarto trimestre. No setor, Azul subiu 0,7%.

Após subir mais de 3% na véspera, as ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras caíram 3%, a R$ 19,80. As ordinárias (com direito a voto) cederam 3,3%, a R$ 19,91. A queda acompanhou o movimento do petróleo. O barril de Brent (referência internacional) cai 1,4% ao fim do pregão, a US$ 42,73, após alta de 3,2% na véspera.

A maior queda da sessão foi do IRB, que perdeu 7,2%, a R$ 7,18. As ações da resseguradora tiveram semana volátil com redução na recomendação por parte de bancos, acumulando queda de 11,2%.