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Após tirar Bolsonaro de jingle, Russomanno diz que ele estará em seu programa de TV

Cristiane Agostine
·3 minuto de leitura

Candidato repetiu por cinco vezes que não está mudando sua estratégia de campanha Depois de tirar o nome de Jair Bolsonaro de seu jingle, o candidato do Republicanos à Prefeitura de São Paulo, deputado Celso Russomanno, negou nesta quarta-feira que esteja escondendo o presidente de sua campanha, diante do aumento de sua rejeição e queda em intenção de voto. Russomanno afirmou que Bolsonaro será exibido em seu programa de televisão, mas que não sabe quando isso ocorrerá. O candidato repetiu por cinco vezes que não está mudando a estratégia de sua campanha. “Não mudou”, reiterou a jornalistas, depois de participar de um café da manhã promovido pela União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios na capital paulista. “Ele [Bolsonaro] inclusive estará em meu programa. Não sei a data exatamente, mas vai aparecer”, disse. Celso Russomanno Reprodução / Facebook Russomanno diz que vice deve assumir se Covas for reeleito Na segunda-feira, no entanto, o marqueteiro da campanha, Elsinho Mouco, afirmou ao Valor que a estratégia da campanha havia mudado. Elsinho disse que a candidatura deixará Bolsonaro em segundo plano e passará a apostar nos ataques às gestões do prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), e do ex-prefeito e governador paulista, João Doria (PSDB). Nesta semana, a campanha de Russomanno começou a omitir o nome do presidente no jingle, depois que o Datafolha divulgou pesquisa, na quinta-feira, mostrando a queda das intenções de voto no candidato de 27% para 20%, em duas semanas, e o aumento da rejeição de 29% para 38%. Foi a primeira pesquisa do Datafolha em que o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), apareceu numericamente à frente de Russomanno, com 23% das intenções de voto. Os dois candidatos, no entanto, estão empatados tecnicamente. Até então, Russomanno havia colado sua imagem à de Bolsonaro e no jingle da campanha citava três vezes o nome do presidente. Em São Paulo, a administração Bolsonaro é desaprovada por quase a metade da população: 48% a avaliam como ruim ou péssima, segundo pesquisa Ibope divulgada há duas semanas, no dia 15. Auxílio paulistano Russomanno contrariou novamente seu marqueteiro ao falar da proposta de auxílio paulistano e negou que o valor do benefício será de 20% do auxílio emergencial federal em 2021 – caso o benefício seja mantido por Bolsonaro. Se seguisse essa regra dos 20%, anunciada por Elsinho, o valor seria o menor entre os que prometidos pelos candidatos à Prefeitura de São Paulo, de R$ 60 (com base nos R$ 300 atuais do auxílio emergencial). O valor é mais baixo do que os R$ 100 prometidos pelas campanhas do PT e do PSDB e da renda de até R$ 400 do candidato do Psol, Guilherme Boulos. “Ele [Elsinho] não pode falar isso. A gente não tem cálculo. Vai depender da negociação com o governo federal”, disse Russomanno. Questionado pela reportagem sobre o valor do benefício, o candidato negou-se a responder e disse que não poderia prometer nada agora. “Não dá para dizer”, afirmou. “A gente não pode discutir número sem antes negociar com o governo federal.” Russomanno disse que sua promessa “não é vazia”, mas não detalhou como pretende financiá-la. Segundo o candidato, os recursos viriam de uma renegociação do pagamento da dívida do município com a União – que pode ser demorada e não há garantias de a equipe econômica do governo federal aprovar. “Meu compromisso é de em 1º de janeiro bater na porta do governo federal e discutir quais são as exigências do Ministério da Economia para que a gente possa fazer essa renegociação”, afirmou.