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Após reunião com Bolsonaro, associação de restaurantes diz que haverá medidas para conter perdas do setor

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BRASÍLIA (Reuters) - O governo deve anunciar medidas nesta segunda-feira para o enfrentamento aos efeitos do coronavírus na economia que contemplarão, em parte, as reivindicações do setor de bares e restaurantes, afirmou o presidente da Abrasel, associação que reúne esses estabelecimentos, Paulo Solmucci Jr.

Em declarações a jornalistas após sair do Ministério da Economia, ele esclareceu que estava com o presidente Jair Bolsonaro em reunião no Palácio do Planalto quando foi convidado a ir, com o presidente, a reunião tocada pelo ministro Paulo Guedes.

"Hoje medidas importantes serão anunciadas, nós ficamos bastante confortáveis com parte das medidas, darão alívio a todas as empresas do setor", afirmou ele.

"Mas o setor de bares e restaurantes vai merecer um apoio especial que vai ser estudado e a gente está bastante animado com essa possibilidade", completou.

Solmucci disse que o setor de bares e restaurantes está sendo fortemente afetado pela crise e que Bolsonaro demonstrou sensibilidade a essa realidade.

Sem das detalhes sobre as ações, Solmucci afirmou que as medidas serão potentes para responder ao problema de caixa das empresas e estimou que os próximos três meses serão duros.

Ele disse ainda que o fechamento de bares e restaurantes no âmbito do enfrentamento ao coronavírus representaria "um colapso".

Na saída do Ministério da Economia, Bolsonaro foi questionado a respeito das medidas, mas limitou-se a responder: "uma parte, grande parte é o setor hoteleiro".

Solmucci afirmou que integra o Conselho Nacional do Turismo e que, nessa condição, levou ao presidente o pleito do turismo de um modo geral.


(Por Marcela Ayres)