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Após rali desde abril, espaço para valorização do câmbio agora é "marginal", diz Western Asset

·2 minuto de leitura
Cédulas de reais e dólares retratadas em casa de câmbio no Rio de Janeiro

SÃO PAULO (Reuters) - O espaço para valorização da taxa de câmbio a partir de agora é "marginal", depois do forte movimento de abril e que tem se estendido a este começo de maio, disse Paulo Clini, chefe de investimentos da Western Asset, que já vê a moeda brasileira não tão subvalorizada quanto antes.

O valor "justo", segundo ele, estaria entre 5 reais e 5,15 reais. O dólar futuro cai 10,4% desde as máximas acima de 5,88 reais alcançadas em março e 8,6% desde os picos de abril, em torno de 5,76 reais.

"Não me parece haver mais o mesmo espaço para apreciação do real visto no último mês. Uma parte relevante do choque de commodities e alguma medida da sinalização de política monetária parecem já estar no preço", disse Clini.

O dólar à vista caía 1,5% nesta quinta, com o real liderando os ganhos entre as principais moedas um dia depois de o Banco Central adotar um tom mais duro em seu comunicado de política monetária após subir a Selic para 3,50% ao ano.

A valorização do câmbio desde abril, segundo o profissional, decorreu da combinação de três fatores: exterior favorável a risco, sinalização de alta de juros pelo BC e trégua nas preocupações fiscais.

Com o câmbio menos descolado do que sugerem os fundamentos, Clini volta as atenções para os prêmios da curva curta de juros, que segundo ele embute aperto monetário bem mais agressivo que o apontado no cenário-base da Western Asset.

A curva projeta Selic próxima de 6,25% para o fim de 2021 e entre 8,5% e 8,75% para o término de 2022. Mas no cenário de Clini o juro deve ir para 5,5% neste ano e ficar perto de 6,5% em 2022 --com pausa no aperto monetário e retomada mais para o encerramento de 2022. A taxa está em 3,50%.

"O real ainda está fora de lugar, mas menos. Os juros, sim, parecem estar fora de lugar. O mercado parece estar precificando um aperto monetário maior do que o necessário para colocar a inflação na meta."

(Por José de Castro)