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Após racha de DEM com Rodrigo Maia, partido aprova por unanimidade intervenção no diretório do Rio

·2 minuto de leitura

RIO — A executiva nacional do DEM aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, a intervenção no diretório estadual do partido no Rio. A legenda no estado é presidida pelo ex-prefeito e vereador Cesar Maia, pai do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia. O deputado federal foi expulso do DEM em junho deste ano, após um racha que teve com o presidente da sigla, ACM Neto, devido a divergências na escolha do sucessor de Maia na Câmara.

Com a decisão da executiva nacional, foi nomeada uma comissão interventora que assumirá o diretório estadual por 60 dias para que seja escolhido o novo comando do DEM no Rio. A presidência dessa comissão ficou a cargo do deputado federal Sóstenes Cavalcante, que, após o período, deve assumir o cargo de Cesar Maia. Sóstenes, que faz parte da bancada evangélica na Câmara, é próximo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O julgamento ocorreu às 10h desta quarta-feira, em Brasília.

Os demais membros da comissão interventora são o deputado federal Marcos Soares, filho do pastor evangélico R.R Soares, o deputado estadual Samuel Malafaia, irmão do pastor Silas Malafaia, e o Secretário de Transportes do Estado do Rio, Juninho do Pneu. E como tesoureira foi escolhida Andrea de Figueiredo Desiderati, que atua como secretária parlamentar de Sóstenes.

A disputa pelo diretório do Rio começou após o racha entre Rodrigo Maia e ACM Neto e a expulsão do ex-presidente da Câmara da sigla. A briga entre deputado federal e o cacique da legenda se deu pelos dois apoiarem nomes diferentes para a presidência da Casa. Enquanto Maia queria o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) como sucessor, Neto apoiava o atual presidente, Arthur Lira (PP-AL), que tinha o aval de Bolsonaro. Devido à divergência, os ex-amigos chegaram até mesmo a trocar ofensas.

O argumento do partido para a intervenção era que, com a expulsão de Maia, o grupo político de seu pai perdeu as condições de liderar o partido, principalmente na campanha eleitoral do ano que vem.

A intervenção no partido abre margem para que aliados de Maia também deixem o DEM e o acompanhem em sua futura legenda. Próximo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é possível que o deputado federal se filie ao PSD, embora ele ainda não tenha batido o martelo. Sóstenes, por sua vez, afirma que quer manter o diálogo aberto com os correligionários para que fiquem na legenda.

— Serão todos convidados a permanecer no partido, com as honrarias que história deles merecem. Precisamos reconstruir o partido, e todos serão importantes. Estarei aberto ao diálogo — afirmou.

Sobre a intervenção no diretório, Cesar Maia afirma que a decisão já era esperada, mas que ainda não foi comunicado oficialmente. O ex-prefeito, que recentemente afirmou a revista Veja sua intenção de concorrer ao Palácio Guanabara, diz que ainda não decidiu sobre sua permanência no DEM.

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